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sábado, 10 de outubro de 2015

Será possível?



Há por aí vozes que dizem ser possível que António Costa, o grande derrotado das eleições do passado dia 4 de Outubro - tendo passado a perna ao seu colega de partido António José Seguro, depois deste ter saído vencedor de duas eleições - Autárquicas e Parlamento Europeu - possa com a desistência do duo vencedor Passos Coelho e Paulo Portas, vir a chefiar o próximo Governo?

Será possível?

Se isto vier a acontecer, permitindo a Constituição da República Portuguesa fazer um vencedor de um derrotado, penso que Portugal tem o que merece, ou seja ser uma "república das bananas" para gáudio internacional ao fazer deste nobre e velho País um motivo de chacota, o que nos será bem feito por termos alinhado com as Democracias atrasadas e não, como merecemos, com o Estatuto adulto das Democracias que na Europa a si mesmo se respeitam,

Será possível?

Mas nos cartazes eleitorais qual foi o lugar a que António Costa se candidatou. Não foi a ser eleito Primeiro-Ministro?
Ora, se o não conseguiu, arque com as responsabilidades e não ande agora, ao jeito das  antigas "chapeladas" despudoradas a tentar construir a farsa de uma vitória que não teve nas urnas do voto popular, o que prova que António Costa ao receber o PCP - de que disse ter tido "um diálogo muito franco" e que “há condições para aprofundar pontos de convergência identificados nesta reunião, dando-lhes expressão institucional", ficando-se à espera do que dirá depois da reunião com o BE, donde, naturalmente, sairá a mesma, ou uma parecida leitura.

Tudo isto é uma farsa em que, a "confiança" pedida aos eleitores foi para o guindarem a Primeiro-Ministro e agora, da confiança que não mereceu quer fazer dela um trunfo que a sê-lo, prova bem como anda tão rasteira aquela palavra do léxico português lida como segurança, firmeza ou coragem proveniente do próprio valor, mas que se pode transformar em ousadia, atrevimento ou audácia.

É assim que vamos... mas será possível?

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