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segunda-feira, 4 de março de 2019

Um momento no jardim!


      E A NATUREZA RENASCE!


No meu passo pequeno - que os anos já pesam - passei pelo Jardim, e num dado momento parei os meus passos ante o espectáculo que os meus olhos viam estampados num momento de beleza que recebia de graça.

Por ele dei graças a Deus!

À minha frente a árvore tenra na sua juventude vegetal oferecia-me nas folhas que se abriam, verdes como a minha esperança de a voltar a  ver já ramalhuda e forte depois de vencidos os tempos desta Primavera que se aproxima e a canícula lhe tenha dado mais cor, para me oferecer mais um motivo de encanto e me motivar para agradecer à Natureza o meu hino de amor que neste dia apenas esbocei, enquanto atrás dela, graciosa,  uma outra árvore mais forte, de flores imaculadamente brancas, se vestira de noiva da Natureza para lhe agradecer os meses de um namoro que ela lhe pediu e recebeu, e que só aparentemente é que estivera amuado na dormência em que a Natureza se recolhe no cumprimento de uma lei que a tanto a obriga em cada em cada ano que passa.

Segui, depois desta meditação em que o meu sentimento me permitiu dizer de mim para mim que, eu mesmo, hei-de pela graça de Deus remoçar mais uma vez...
- Até quando?
Deus o sabe!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Quebrar a monotonia...




Passei hoje pelo jardim que existe perto da minha casa e é um bem que tenho.

Dei comigo, parado, a olhar um tufo verde de onde imergiam três rosas brancas, como se a sua natureza, naquela postura, me quisesse dar uma lição e a todos os que, como eu, ficassem a admirar a beleza do quadro e concluíssem o que passo a descrever.

Por entre o verde forte e opaco, aquelas três flores eram um motivo de reflexão e ensinamento, porque não sendo - como verifiquei, da mesma espécie vegetal - quebravam  no canteiro a monotonia, dando-lhe mais beleza.

E foi aqui que o meu pensamento voou para a realidade humana, onde tantas vezes, é preciso criar mais colorido por entre o cinzento da vida que passa!

Eis, quanto a mim, a lição daquelas flores!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Resposta sábia a um homem sábio...



Não posso deixar de "tirar o meu chapéu" a estes dois homens inteligentes, cada qual à sua maneira, mas deixando perceber que à admiração de Einstein pelo famoso actor do cinema mudo, a resposta de Chaplin é um monumento à gratidão humana, o que prova à saciedade que estes dois homens são a "prova provada" que Deus teceu neles com a sua magnificência duas inteligências que souberam honrar a dádiva da Criação humana.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Penso eu, que...


Penso eu, que António Costa tem de sentir algum desconforto pela tomada de posição dos partidos com quem "cozinhou" a "geringonça" para salvar a face, desprezando o "práxis" política que os caracteriza, ao ver o não reconhecimento de Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela, com o fim de provocar eleições livres, acabando com o governo ditatorial de Maduro.

Não se  estranha, porque estes partidos são ditatoriais, o que se estranha é o facto de António Costa ter arranjado parceiros desta natureza ao aliar-se com eles, quando todo o bom senso político o não recomendava, mas o poder do mando toldou-lhe o bom entendimento das coisas, a ponto de lhes ter feito a vontade, revertendo políticas económicas como - a grande asneira - de acabar com as 40 horas semanais para as 35.

Só para dar um exemplo.

É por isso que  sou um adversário político de António Costa, ressalvando o homem que tenho o dever de respeitar, mas muito longe de aceitar a sua diatribe de 2015, uma mancha escusada.

Mas como tudo nem sempre é mau, e há sempre um momento para recolocar em cima dos
carris o que de lá nunca devera ter saído, embora a reboque da União Europeia, Portugal reconheceu, hoje, Juan Guaidó, que longe de ter querido  provocar uma Golpe de Estado, quis, simplesmente,  provocar a queda de um ditador.
















quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

A nossa Democracia está doente!

https://www.sapo.pt/ de 30 de Janeiro de 2019
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A nossa Democracia está doente, a necessitar de uma transfusão de sangue novo que lhe dê uma vida nova.
  • Crimes económicos que prescrevem, como e porquê?
  • Será verdade que o Parlamento agora que se sente a necessidade de uma nova "Comissão de Inquérito" à Caixa Geral de Depósitos, como diz o Jornal "ECO" vai receber um "relatório inútil da CGD"?
  • Mas por que não chegou ele em tempo oportuno?
E não me pergunto mais porque preciso de defender a minha sanidade mental.
Que longe estás minha  bela madrugada de 25 de Abril de 1974, quando um amigo meu me despertou para me avisar de "um tempo novo" que ia "acabar com o regime velho" e que passei a minha juventude e adolescência.
Valeu a pena?
Valeu.
Mas, infelizmente, faleceram os homens que corporizaram aquela bela madrugada e os que lhe sucederam - com as excepções honrosas - não a souberam honrar, pelos muitos desvios do caminho que o Sol daquela antiga madrugada encheu de um esplendor novo, mercê da corrupção de valores.

Não gosto de escrever sobre isto.

Sinto pena do meu velho Portugal, pobre é verdade - que desde 1820, podendo ter sido mais melhor - também naquele tempo não soube responder a um "tempo novo" que se abriu, e por isso, mergulhou, desde então em tantas crises de regime de que o Estado Novo que muitos pensam ter sido a sanidade de todos os nossos males, não o foi seguramente, a ponto de ter sido derrubado para dar lugar a actual Democracia, que penso, hoje, bem podia ter  sido mais bem aproveitada.

E não estar doente...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Pessimismo meu?


Meu Portugal, meu berço de inocente,
Lisa estrada que andei débil infante,
Variado jardim de adolescente,
Meu laranjal em flor sempre odorante,
Minha tarde de amor, meu dia ardente,
Minha noite de estrelas rutilante,
Meu vergado pomar de um rico Outono,
Sê meu berço final no último sono!
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No "Prólogo" do seu livro: "D. JAIME" foi assim, carinhosamente, que Tomás Ribeiro na sua "paleta" poética pintou o retrato de Portugal: "Meu Portugal, meu berço de inocente", acrescentando-lhe a "lisa estrada" que ele calcorreou nos seus tempos de menino, onde ele via, florescente um "variado jardim" e um "laranjal em flor"... 

Como ele eu digo: 
"Sê eu berço final no último sono", apesar de ter deixado de ver Portugal pintado das cores como o viu o Poeta do "D. JAIME".
  
Tenho, no entanto, quando dormir neste cantinho adorado o meu último sono, a felicidade de o ter visto, não com as cores de Tomás Ribeiro, mas com as cores de um País - pobre de bens naturais, como sempre foi - mas rico de bens humanos, no qual apetecia viver, para o ver, hoje, de cores tão desmaiadas, que nunca julguei ver.

Pessimismo meu?
Será. 
Mas eu sou de um tempo em que havia mais respeito humano cuja aprendizagem se fazia nos primeiros anos da velha e saudosa ESCOLA PRIMÁRIA, quer através dos textos de uma humanidade que eles transmitiam, quer através do exemplo que era um motivo de sanidade social, hoje, algo desaparecida... como se ela fosse um vento que passou!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Assim, sim!


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in, Jornal online "Expresso" de 11/01/2019, com a devida vénia


Assim, sim!

O repto de Pedro Santana Lopes à união dos partidos da direita de espectro político para sacudirem do poder António Costa foi feito no segundo dia da Convenção "Europa e Liberdade", quando a finalizar a sua palestra em jeito de apresentação da ALIANÇA, o seu partido político recém formado, referiu aquele desejo.

Assim sim!

Nas próximas eleições o povo sabe - a corporizar-se o que Santana Lopes propõe - o que vai acontecer após as eleições, o que não aconteceu em 2015, porquanto António Costa escondeu do povo o que lhe ia na mente e fê-lo para se salvar politicamente a si mesmo, o que constituiu um logro ao eleitorado, que só por isso o devia castigar por se ter valido de uma arttimanha em conluio com os seus companheiros de aventura - BE + PCP + Verdes - para retirarem o poder a uma coligação devidamente estruturada encabeçada por Passos Coelho e Paulo Portas, "Portugal à Frente" (PaF)  que se viu apeada de constituir governo mercê daquele jogo de sombras montado por António Costa, que politicamente hei-de combater até ao fim dos meus dias.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Memória do velho Estádio José Alvalade, a que não faltam recordações no "Quebra Bilhas"

https://www.sporting.pt/pt/clube/hist%C3%B3ria/est%C3%A1dios
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Recordo-me...
Corria o ano de 1956.

Era então um jovem e naquele mês de Junho, a par com as festas dos Santos Populares tive mais uma: a da inauguração do Estádio José Alvalade, onde passaria a ver os jogos do Sporting - o meu clube de sempre - o sexto palco que substituiu o antiquando "Stadium de Lisboa" também conhecido pelo "Estádio do Lumiar" remodelado em 1947, contando com o arrelvamento do terreno de jogo, a melhoria da pista de atletismo e de ciclismo.

Foi este quinto palco que teve a honra de ver jogar a famosa equipa formada por: Azevedo, Cardoso e Manuel Marques, Canário, Barrosa e Veríssimo, Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano, com estes últimos cinco nomes a dar corpo ao quinteto que para sempre ficará conhecido pelos "cinco violinos".

A inauguração do sexto campo desportivo do Sporting Clube de Portugal, o Estádio José Alvalade, em 1956 - onde tive a honra de ter estado presente fazendo companhia a um tio meu de feliz memória, um sócio fervoroso do Sporting - naquilo que tenho de memória foi uma luzidia festa a que presidiu o Chefe do Estado, Craveiro Lopes.

Tenho, ainda, na retina os muitos estandartes que desfilaram, assim como centenas de desportistas, com José Travassos, o "Zé Europa" - como passou a ser conhecido pelo facto de ter sido o primeiro futebolista português escolhido para uma selecção da Europa - e que eu vi, naquele memorável dia a desfilar garbosamente transportando bem erguida a Bandeira da Federação Portuguesa de Futebol, foi um belo momento que não esqueço.

O "amargo de boca" foi a derrota ante o Vasco da Gama por 3-2!

Depois disso e sempre na companhia do meu familiar vi naquele palco de tantas saudades, muitos jogos de futebol, findos os quais nos dirigíamos até ao Campo Grande, para o famoso "Retiro Quebra Bilhas", um lendário restaurante inaugurado em 1793 e que, como vim a saber muito mais tarde, era na cidade de Lisboa um velho testemunho da História do Fado do século XIX.

O "Retiro Quebras Bilhas" do meu tempo 

Era então costume - um costume sadio - quando o Sporting e o Benfica se defrontavam no Lumiar, alguns adeptos dos dois clubes demandarem o velho estabelecimento para ali, numa amena e por vezes acalorada discussão, mas sem infringir as regras do bom ambiente sadio daquele tempo - em que a  compostura social impunha as suas regras - recordo-me que no fim e sempre na boa companhia de meu tio, ter assistido a algumas cenas fadistas, o que acontecia sempre que da assistência irrompia um tocador de guitarra, um instrumento musical que o dono estabelecimento tinha sempre em cima de um dos cascos do vinho, bem à frente do balcão e que dispensava a quem a pedisse.

Tudo isto passou, incluindo o velho campo do Sporting que veio a dar aso ao actual, de 2003, que não tem a beleza arquitectural nem a do conjunto edificado dedicado às provas de outras modalidades a que se assistia independentemente do futebol, onde faltam, sobretudo, as pistas de atletismo e de ciclismo, mercê de um segundo plano dado àquelas actividades desportivas, para dar a primazia ao futebol, sinal de uns tempos que se tornaram mercantilistas.

Hoje, raramente vou ao futebol e sempre que vou o meu poiso é Alvalade e é sempre um motivo para recordar "in loco" as velhas lembranças de um tempo que jamais voltará, mas tem o condão de me sentir agradecido pelo facto de o ter vivido 

Falando de "Justiça" na Suma Teológica

S. Tomás de Aquino
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A "Suma Teológica" é uma Obra imensa dividida em 3 partes, onde se encontram 512 questões. Cada questão tem perguntas individuais. Estas representam os 2669 capítulos onde estão contidas 1,5 milhões de palavras, 1,5 vezes mais que todas as palavras de Aristóteles (1 milhão), o dobro de todas as palavras conhecidas de Platão.
(in, Wikipédia, a enciclopédia livre)

Numa questão dedicada à "Justiça" aparece, naquele famoso Livro, a seguinte pergunta, que faz todo o sentido nesta quadra natalícia em que o comércio menos escrupuloso costuma vender a preços exorbitantes a sua mercadoria

É lícito no comércio vender algo a um preço mais alto do que custar a ser adquirido?
(in, Suma Teológica, II-II, 77, 4)

Esta pergunta é feita pelo autor desse Livro que é a obra mais proeminente de São Tomás de Aquino, um frade, filosofo, teólogo e Santo da Igreja Católica que é considerada uma das principais obras filosóficas da escolástica, escrita entre os anos de 1265 a 1273 e é, ainda hoje, merecedora de consulta.

Para a pergunta que encima este apontamento S. Tomás reponde assim:

É apropriado que os mercadores se dediquem às mudanças das coisas; tais mudanças são de dois tipos: uma, como natural e necessária, ou seja, pela qual a troca de coisa por coisa ou de coisas por dinheiro é feita para satisfazer as necessidades da vida; esse tipo de mudança não pertence propriamente aos mercadores, mas sim aos chefes da família ou aos chefes da cidade, que têm de prover sua casa ou cidade com as coisas necessárias à vida; o segundo tipo de mudança é o dinheiro por dinheiro ou qualquer objeto por dinheiro, não para prover as necessidades da vida, mas para obter algum lucro; e esse tipo de negociação parece pertencer, propriamente falando, àquilo que corresponde aos mercadores. Mas, de acordo com o filósofo, a primeira espécie de mudança é louvável, porque responde à necessidade natural; mas o segundo é com justiça reprovadora, já que, por sua própria natureza, promove o desejo de lucro, que não conhece limites, mas tende ao infinito. Assim, o comércio, considerado em si, encerra certa estranheza, porque não tende, por sua natureza, a um fim honesto e necessário.

Contudo, o lucro, que é o fim do comércio, embora em sua essência não implique algum elemento honesto ou necessário, não implica em essência nada de vicioso ou contrário à virtude. Portanto, nada impede que o lucro seja condenado a um fim necessário ou mesmo honesto, e então a negociação se tornará legal. Esse é o caso quando um homem dedica o lucro moderado que adquire por meio do comércio ao apoio da família ou também para ajudar os necessitados, ou quando alguém se dedica ao comércio para servir ao interesse público, para que eles não percam a vida da pátria. as coisas necessárias, porque então ele não busca lucro como fim, mas remuneração de seu trabalho.


Estas são as palavras lapidares do filósofo cristão - PALAVRAS CONSTRUTORAS DE VIDA - que tecem metas em que o lucro dentro da justiça que o deve reger não é um pecado, ou sejas em termos seculares "um crime", porquanto um lucro assim entendido insere-se na norma da vida de qualquer cidadão que faz da sua honestidade, ainda que comercial, um modo de vida para seu próprio sustento ou para servir ao interesse público.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Porque se quer deixar de respeitar a "separação de poderes?"... Para quê?



Quem quer a inversão de valores?

Precisamente os nossos dois partidos políticos mais representativos: O Partido Socialista (PS) e o Partido Social Democrata (PSD), com o primeiro a querer repetir o mesmo disparate político de um tempo atrás dos tempos de José Sócrates e o segundo ao ir atrás, colado ao mesmo disparate político que se funda no desejo rasteiro de conseguirem alterar a composição consagrada do actual Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), Órgão que funciona ao abrigo do Artigo 220º da Constituição da República Portuguesa, integrado na Procuradoria-Geral de República.

É um Órgão superior de gestão e disciplina por intermédio do qual se exerce a competência disciplinar e de gestão de quadros do Ministério Público, competido-lhe nomear, colocar e transferir, exonerar e apreciar o mérito profissional e exercer a acção disciplinar sobre os magistrados do do MP.

Conta na sua composição o Procurador Geral da República, que preside, e por magistrados do Ministério Público por inerência (os 4 procuradores-gerais distritais), magistrados do Ministério Público eleitos de entre e por cada uma das três categorias de magistrados (1 procurador-geral-adjunto, 2 procuradores da República e 4 procuradores-adjuntos), membros eleitos pela Assembleia da República (5) e membros designados pelo Ministro da Justiça (2), ou seja: funciona com uma maioria de 12 contra 7 membros 
  • Porque deseja o poder político inverter a situação?
  • Para terem um controlo maior da Justiça?
  • E onde ficam os chamados "separação de poderes"?
  • Porque se quer deixar de respeitar esta norma da nossa convivência social?
  • Para quê?
Por agora a tentação foi abortada.

Veremos a cena que se segue... mas de modo algum será admissível que o velho e tantas vezes repetido - À política o que é da política e à justiça o que é da justiça - possa ceder a sua força perante um novo e aberrante conceito que se poderia escrever assim: - Transferir para a política o que é da justiça - mas fazer isto era inverter a ordem natural dos valores sociais, éticos e morais, pondo em causa a equidade do Prato da Balança judiciária, um dos valores mais altos da confiança que não pode ser perdida pela sociedade.

Haja respeito, meus senhores!
Não abastardem a política que é, na sua essência uma arte nobre!

Rui Rio "escorregou numa casca de banana"...


Noticia de 6 de Dezembro de 2018
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in, Jornal "Público" de 18 de Dezembro de 2018
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Sem habilidade política Rui Rio "escorregou numa casca de banana" quando há cerca de duas semanas a alteração da composição do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) se discutia no Parlamento com uma proposta apresentada em nome do Governo pela Ministra da Justiça, apontando para a existência maioritária de membros não magistrados e que levou a actual  Procuradora do Ministério Público a dizer o seguinte:

  “Qualquer alteração relativa à composição do Conselho Superior do Ministério Público que afecte o seu actual desenho legal, designadamente apontando para uma maioria de membros não-magistrados, tem associada grave violação do princípio da autonomia”, acrescendo a seguir "que qualquer mudança nesse sentido representaria uma “radical alteração dos pressupostos que determinaram”a aceitação que fez do cargo de procuradora-geral da República". 

Sobre este assunto o presidente do Sindicato dos Magistrado do Ministério Público (SMMP) António Ventinhas, já havia considerado que as alterações colocariam em causa a autonomia do Ministério Público e as condições de continuação do combate à corrupção, que tem atingido algumas figuras políticas nos últimos anos.

O Partido Socialista acabou por recuar.

O deputado Filipe Neto Brandão, vice-presidente da bancada socialista, esclareceu a posição do seu partido. “Os órgãos de gestão das magistraturas não devem ter uma maioria de não-magistrados.Como tal, o grupo parlamentar do PS nunca propôs (nem proporá ou secundará) qualquer proposta que vise colocar os magistrados em minoria no CSMP”,reafirmou o deputado ao PÚBLICO, acrescentando que “o princípio da autonomia do MP é um princípio estruturante do Estado de Direito Democrático”.E ontem também a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, garantiu que eventuais alterações à composição do CSMP passaram  a ser “uma não questão” e que “está tudo esclarecido”.

in, Jornal "Público" de 18 de Dezembro de 2018.

A gente lê e não acredita na falta de compostura de ética política deste Partido Socialista que em 6 de Dezembro conforme notícia que abre este "post" e dia 18 do mesmo mês duma questão que era para o ser - ou seja, o desejo dos agentes políticos terem maioria no (CSMP) - deixou de o ser numa declaração em que a ética que era para ser posta por por baixo voltou a ser posta por cima.

Habilidades...

Rui Rio foi apanhado e deixou-se apanhar nesta rasteira, dizendo agora que, qual D. Quixote, no mesmo dia em que a p´Procuradora Geral da República admitiu que se demitirá se os magistrados perderem a maioria no Conselho Superior do Ministério Público, e em que a ministra da Justiça, que introduziu a questão na agenda, deu o assunto por encerrado, o PSD de Rui Rio deixou bem claro que não se importa de ficar sozinho na defesa da ideia, porque para ele deve ser evitado o auto.governo da Magistratura e não contente com este despropósito assumiu uma acção de violento ataque contra o ex-líder do Partido Social Democrata (PSD), o comentador Luís Marques Mendes, que sobre este assunto no seu espaço de opinião dominical na SIC-Notícias, afirmou que Rio é igual a Sócrates no desejo de controlar a justiça.

Que grande derrota eleitora se avizinha para o PSD!

sábado, 15 de dezembro de 2018

Gostava que isto não fosse verdade



in, Jornal"Sol" de 15 de Dezembro de 2018
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A ser assim - Centenas de escutas no "caso Tutti Frutti"confirmam as suspeitas do Tribunal de Contas e revelam a prática sistemática por parte dos deputados do PSD e PS de ocultação de faltas e de "cobrança" de "viagens fantasma" este facto a não ser desmentido ou a não obrigar a Assembleia da República a questionar judicialmente o Jornal que na sua capa em letras redondas faz esta afirmação, confirmando suspeitas levantadas pelo Tribunal de Contas, leva-me a pensar que Portugal está podre - não em baixo, naquilo que é mais rasteiro, mas em cima, de onde devia partir o exemplo.

Gostava que isto não fosse verdade.

E que os dois casos ultimamente conhecidos de deputados do PSD fossem uma anomalia acidental, mas a não ser assim e este despautério ser uma prática sistemática como diz a notícia e abrangendo as bancadas do PSD e PS, de facto, como se fosse uma chuva suja, esta ao cair de cima suja-nos a todos e a todos dá, se o quiserem fazer, o "direito" de não viverem com a compostura social que se deve ter, o que é - convenhamos - um motivo que dá para pensar.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

"Quem levanta os olhos para o Céu"...

                   Autor Desconhecido
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Com este pensamento - Quem levanta os os olhos para o céu encontra sempre uma estrela orientadora nos caminhos escuros da vida -  este "Autor Desconhecido" foi buscá-lo ao tempo que vivemos com os Reis Magos a caminhar com os olhos postos no Céu onde brilhava o fulgor da "estrela orientadora".

Que esta imagem poética sirva para todos os leitores deste "blog" e os ajude na caminhada existencial, sobretudo, naqueles momentos de sombra em que o céu da vida precisa de ser clareado. Para todos vós que não conheço, mas estimo, fica aqui plasmado com todo o afecto o meu desejo de um céu aberto para todos, homens e mulheres, meus companheiros de um mesmo tempo e espaço.

Que a boa estrela vá connosco por todos os caminhos da vida.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Dois Papas Portugueses



Notícia captada em:


O ano de 366 assinala a eleição do Papa S. Dâmaso e o de 1276 o da eleição do Papa João XXI, e desde então, até ao presente  a velha Nação Portuguesa aguarda voltar, um dia, a merecer o "fumo branco" que volte a erigir para o mais alto magistério da Igreja um outro cidadão nacional.

Há, por este tempo, uma esperança que paira no ar.

Pessoalmente, sinto-me dono dessa esperança, convencido que existem homens de grande valor humano e sábios do mundo em portugueses, como D. José Tolentino de Mendonça, convencido que este ilustre membro do Episcopado português na continuação da sua carreira  eclesial vai ascender a um lugar que um dia o vai colocar na escolha do Espírito Santo, o guião imaterial que dirige a Igreja Apostólica de Cristo sediada em Roma.

Sei que não vou ver realizada esta minha esperança pelo peso dos anos de vida que já carrego, mas fica aqui assente o meu desejo por ver e sentir que a Nação Portuguesa nascida em cima do poder da Fé, pela sua postura humanista no tempo que passa é um exemplo.

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Dâmaso (em latim: Damasus; Idanha-a-Velha, Portugal, 305 — Roma, 11 de dezembro de 384) foi 37º Papa da Igreja Católica de 366 até a data da sua morte.

Dâmaso nasceu em Idanha-a-Velha [1] , território que no século IV integrava o Império Romano mas atualmente faz parte de Portugal. A sua época coincidiu com a ascensão de Constantino e a adopção do cristianismo como religião oficial do Império Romano.

Foi eleito Papa em 1 de Outubro de 366, por larga maioria, mas alguns seguidores do anterior Papa Libério, próximos do Arianismo, consagraram o diácono Ursino, criando um Antipapa para tentar depor Dâmaso I.

Foram necessários dois anos de lutas sangrentas para que Dâmaso I assegurasse o seu direito ao papado. As batalhas entre os bandos seguidores dos dois postulantes foram de tal violência que num único dia de batalha foram recolhidos 137 mortos. Acusado pelos seus adversários de assassinato, Dâmaso I teve que se defender perante um Tribunal imperial. Porém o imperador Valentiniano I apoiava Dâmaso I e no ano de 378 ele foi absolvido, enquanto que o seu inimigo Ursino era desterrado.

Esse processo deu a Dâmaso I a oportunidade de ajustar as relações entre a justiça civil e a eclesiástica. O Estado passou a reconhecer oficialmente a competência da Igreja em matéria de fé e de moral, enquanto tomava a seu encargo a execução das sentenças ditadas pelo tribunal do episcopal.

Dâmaso foi um dos mais notáveis papas do século IV, defendendo a Igreja de Roma contra eventuais cismas, enviando legados ao Primeiro Concílio de Constantinopla, e também foi um escritor de grande mérito, autor de valiosos epigramas e de importantes cartas sinodais. Também foi o papa que encomendou a Jerónimo de Estridão uma revisão da versão latina da Bíblia, a qual ficou conhecida como Vulgata Latina, até hoje uma das mais importantes traduções bíblicas.

Foi o primeiro Papa a usar com desenvoltura o anel do Pescador, com o símbolo de São Pedro, que ao contrário de hoje, era passado de pontífice para pontífice, assim que confirmada a sua morte, como símbolo de sua autoridade pastoral. O anel com a égide de Pedro, o primeiro papa, já não existe, pois foi destruído.

Os imperadores romanos, incluindo Constantino, continuaram a conservar o ofício de pontífice máximo (pontifex maximus) até 376 até que o imperador Graciano, por razões cristãs, o recusou, já que reconhecia-o como idolatria e blasfêmia. Há registros de que, em torno do ano 378, Dâmaso era nomeado pontífice, embora não fosse chamado de pontífice máximo, termo que aparece na Bíblia para descrever homens abençoados (Hebreus 5, 14), e em alguns casos o próprio Jesus (Hebreus 3, 1).

É citado no livro "Peregrino da América" como poeta português (Livro II).

Fonte: Wikipédia - a Enciclopedia livre

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João XXI, nascido Pedro Julião Rebolo e mais conhecido como Pedro Hispano, (Lisboa, 1215 — Viterbo, 20 de maio de 1277) foi Papa desde 20 de setembro de 1276 até à data da sua morte, tendo sido também um famoso médico, filósofo, teólogo, professor e matemático português do século XIII.

Adoptou sucessivamente os nomes de Pedro Julião como nome de baptismo, Pedro Hispano como académico e João XXI como pontífice.

Alguns autores indicam como data de nascimento o ano de 1205[2], outros que foi antes de 1210, possivelmente em 1205 ou 1207[3] e outros ainda entre 1210 e 1220.

História pessoal[editar | editar código-fonte]

Pedro Julião, ou Pedro Hispano, nasce em Lisboa, no então Reino de Portugal, em data não conhecida, mas seguramente antes de 1226, filho de Julião Pais Rebolo, médico, cuja profissão segue, e de sua mulher Mor Mendes, e irmão de Gil Julião Rebolo (embora Luís Ribeiro Soares defenda que possa ter sido filho do chanceler de D. Sancho I, Mestre Julião Pais, o qual foi identificado como sendo a mesma pessoa). Usou as Armas dos Rebolo, que são: de vermelho, três rebolos de ouro vazios do campo postos em roquete. A moderna representação da Heráldica do Papa João XXI apresenta um escudo esquartelado, que tem o 1.º e 4.º quartéis de vermelho, carregado com três crescentes de prata, postos em roquete. Trata-se, na verdade, duma interpretação errada das armas dos Rebolo, que são um escudo de vermelho, carregado com três rebolos de ouro furados no meio, postos em roquete. Algumas representações mais antigas, ainda assim muito posteriores, que terão sido feitas com base nalguma imagem já deteriorada, poderão ter feito parecer esse três rebolos furados com três crescentes, devendo-se a mudança do metal a fenómeno idêntico. Mas poucas dúvidas poderão restar de que as três peças são rebolos furados e não crescentes.

Começou os seus estudos na escola episcopal da catedral de Lisboa, tendo mais tarde estudado na Universidade de Paris (alguns historiadores afirmam que terá sido na Universidade de Montpellier) com mestres notáveis, como São Alberto Magno, e tendo por condiscípulos São Tomás de Aquino e São Boaventura, grandes nomes do cristianismo. Lá estuda medicina e teologia, dedicando especial atenção a palestras de dialética, lógica e sobretudo a física e metafísica de Aristóteles.

Entre 1246 e 1252 ensinou medicina na Universidade de Siena, onde escreveu algumas obras, de entre as quais se destaca o Tratado Summulæ Logicales que foi o manual de referência sobre lógica aristotélica durante mais de trezentos anos, nas universidades europeias, com 260 edições em toda a Europa, traduzido para grego e hebraico.

Prova da sua vastíssima cultura científica encontra-se na obra De oculo, um tratado de Oftalmologia, que conhece ampla difusão nas universidades europeias. Quando Miguel Ângelo adoece gravemente dos olhos, devido ao árduo labor consumido na decoração da Capela Sistina, encontra remédio numa receita de Pedro Julião. De sua autoria, o ‘Thesaurus Pauperum’ (Tesouro dos pobres)[6], em que trata de várias doenças e suas curas, com cerca de uma centena de edições e traduzido para 12 línguas.

Antes de 1261, ano em que é eleito decano da Sé de Lisboa, Pedro Julião ingressa no sacerdócio. O rei Afonso III de Portugal confia-lhe o priorado da Igreja de Santo André (Mafra) em 1263, posto o que é elevado a cónego e deão da Sé de Lisboa, Tesoureiro-mor na Arcebispo de Braga e Cardeal[editar | editar código-fonte]

Arcebispo de Braga e Cardeal

Após a morte de Dom Martinho Geraldes, Pedro Julião é nomeado Arcebispo de Braga pelo Papa Gregório X, em 1273. Um ano depois, participa no XIV Concílio Ecuménico de Lião, altura em que Gregório X o eleva a Cardeal-bispo com o título de Tusculum-Frascati, da Diocese suburbicária de Frascati, o que permite ao pontífice poder contar com os serviços médicos do sábio português. Regressa ao Arcebispado de Braga, até ser nomeado o sucessor, Dom Sancho. De volta à corte pontifícia, Gregório X nomeia-o seu médico principal (arquiathros) em 1275.

A eleição de Pedro Julião, em conclave realizado em Viterbo, após a morte do Papa Adriano V, a 18 de agosto de 1276, decorre num período muito perturbado por tensões políticas e religiosas e com alguns cardeais a sofrer violências físicas. É eleito Papa a 13 de setembro e coroado a 20 de setembro de 1276, e adota o nome de João XXISé do Porto e Dom Prior na Colegiada Real de Santa Maria de Guimarães.

Pontificado

João XXI irá marcar o seu breve pontificado (de pouco mais de 8 meses) pela fidelidade ao XIV Concílio Ecuménico de Lyon. Apressa-se a mandar castigar, em tribunal criado para o efeito, os que haviam molestado os cardeais presentes no conclave que o elegera.

Embora sem grande sucesso, leva por diante a missão encetada por Gregório X de reunir a Igreja Grega à Igreja do Ocidente. Esforça-se por libertar a Terra Santa em poder dos turcos.

Tenta reconciliar grandes nações europeias, como França, Germânia e Castela, dentro do espírito da unidade cristã. Neste sentido, envia legados a Rodolfo de Habsburgo e a Carlos de Anjou, sem sucesso.

Pontífice dotado de rara simplicidade, recebe em audiência tanto os ricos como os pobres. Dante Alighieri, poeta italiano (1265-1321), na sua famosa Divina Comédia, coloca a alma de João XXI no Paraíso, entre as almas que rodeiam a alma de São Boaventura, apelidando-o de "aquele que brilha em doze livros", menção clara a doze tratados escritos pelo erudito pontífice português. O rei Afonso X de Leão e Castela, o Sábio, avô de Dom Dinis de Portugal, elogia-o em forma de canção no "Paraíso", canto XII. Mecenas de artistas e estudantes, é tido na sua época por 'egrégio varão de letras', 'grande filósofo', 'clérigo universal' e 'completo cientista físico e naturalista'.

Mais dado ao estudo que às tarefas pontifícias, João XXI delega no Cardeal Orsini, o futuro Papa Nicolau III, os assuntos correntes da Sé Apostólica. Ao sentir-se doente, retira-se para a cidade de Viterbo, onde morre a 20 de maio de 1277, vitimado pelo desmoronamento das paredes do seu aposento, estando o palácio apostólico em obras. É sepultado junto do altar-mor da Catedral de São Lourenço, naquela cidade. No século XVI, durante os trabalhos de reconstrução do templo, os seus restos mortais são trasladados para modesto e ignorado túmulo, mas nem aqui encontraram repouso definitivo. Através do contributo da Câmara Municipal de Lisboa, por João Soares então seu presidente, o mausoléu é colocado, a título definitivo, ao lado do Evangelho da Catedral de Viterbo, a 28 de março de 2000.

Deu nome ao Hospital Pedro Hispano e à Estação Pedro Hispano, ambos em Matosinhos, à Avenida João XXI, em Lisboa, Braga e Vermoim, e ao Instituto Pedro Hispano, em Granja do Ulmeiro, no concelho de Soure, no distrito de Coimbra

Fonte: Wikipédia - a Enciclopédia livre


domingo, 9 de dezembro de 2018

Como foi isto, Senhor?

in, "Jornal Económico" de 9 de Dezembro de 2018
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Senhor Jesus.

Foi meritória a obra dos meus irmão brasileiros ao terem-Te colocado tão acima
para que, de braços abertos - num gesto especial para eles - os abençoasses, 
assim, num gesto magnânimo, 
como se Tu - que és Deus - colocado tão acima, abençoasses todo o Mundo,
tal como fazes aos meus irmãos brasileiros, 
que levados num arroubo de amor por Ti, tantos deles dizem convictamente:

Deus é brasileiro!

Continua assim de braços abertos para todo o Mundo 
e faz que os meus irmãos brasileiros continuem a dizer em honra de Teu Pai
o mesmo nome carinhoso que Te assenta muito bem, porque Tu és Deus!

E, por isso, 
não deixes cair os braços... não é, que pela distorção da verdade,
bem longe daquela que ensinaste aos homens, eles não mereçam,
num universo por demais dilatado uma reprimenda...ou mesmo, um musculado abanão.
algo que a Divindade de um Tempo Novo que chegou contigo
Te proíbe que faças, como antigamente acontecia nos relatos históricos 
que chegaram até nós antes da Tua vinda a este Mundo
aonde foste enviado para o modificar por amor à Tua VERDADE.

- Esse pequeno nada que devia ser tudo... e não é!-

Tem piedade... e, como eu sei que podes, muda as coisas.
A começar pelos meus irmãos brasileiros que te puseram tão acima 
e, tantos deles, deixaram de Te ver, como acontece
em tantas partes do Mundo, dito civilizado, mas onde falta a Tua VERDADE!
Porque, tantos de nós,  descemos tão baixo?
Assim, tão baixo, que deixámos de Te ver... estando Tu tão acima!

- Como foi isto, Senhor?

sábado, 1 de dezembro de 2018

"Hipnotismo Político"

in, "A Paródia - Folha independente feita para toda a gente"
nº4 - Vol 1 - Ano 1 - 19 de Janeiro de 1923
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Não tenhamos dúvidas.

Aprovado o Orçamento para 2019, os partidos - todos eles - mas com maior evidência para o Partido Socialista que nesta "hipnose" política é mestre vão lançar-se em campanha eleitoral.

A imagem de que nos servimos é disso um exemplo e o ano da sua publicação também, porque foi um ano politicamente agitado, logo de início a 5 de Fevereiro com os directórios dos partidos liberal e reconstituinte a coligarem-se num novo partido e com o dia 17 de Fevereiro a ver surgir um outro: o partido nacionalista de Júlio Dantas... num fervilhar político avassalador... como se se sentisse já, a ante-câmara do Ditadura Militar de 28 de Maio de 1926.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Viajar para o "nosso quarto interior"

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Xavier de Maistre (1763-1852)

Recordo-me de um dia ter lido um livro famoso de Xavier de Maistre - VIAGEM À VOLTA DO MEU QUARTO - tendo como base uma fábula escrita no estilo de uma grande narrativa de viagens e que é, somente, um relato autobiográfico de um jovem oficial que se encontra detido no seu quarto durante seis semanas e que, na observação que faz da mobília, dos quadros e decorações, vê nelas paisagens de uma terra longínqua.

Aquele oficial fez a grande viagem "para dentro de si mesmo" como nos aconselha o "Autor Desconhecido", ou seja, para a necessidade de penetrarmos a fundo de vez em  quando no nosso interior e ver nele, plasmados, no nosso "quarto interior"  a mobília, os quadros e as decorações a necessitar de ser limpos das superficialidades humanas que, vezes demais, impestam a nossa vida.