Daqui vejo um pedaço do mundo e se o vejo desajeitado, sofrendo a mágoa duma realidade melhor que desejei, estou consciente de não ter sido um destruidor assumido, embora admita a omissão de o não ter ajudado a erguer como devia, sugerindo estas afirmações que os dois modos contrários do meu agir reflectem a minha desatenção humana, dando-me a certeza que a ela só escapam os homens fadados para destinos superiores
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sábado, 23 de fevereiro de 2019
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
domingo, 20 de janeiro de 2019
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
sábado, 5 de janeiro de 2019
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
"Se te vejo a sede passa"...
Acidentalmente dei com esta quadra de raiz popular e num ímpeto dei graças a Deus por este Poeta que não deixou nome e de quem apenas sei que foi um homem do povo português, deste povo genuíno das Festas e Romarias populares - mais acentuadamente do Norte de Portugal - berço carinhoso que produziu tantas trovas populares que lhe perdemos o conto.
Mas é desse berço encantado donde provém esta quadra singela, plena de um amor sadio e tão perfeita na forma e no conteúdo que bem merece que a guardemos com o amor que dela dimana e com o amor que devemos ter pela alma popular que nos tem dado joias destas em que o pensamento corrido se espraia, cantante e límpido em quatro versos, como corrido deve ter sido o fado em que ela apareceu numa qualquer vila ou aldeia de Portugal de que lamentamos nada saber, assim como do inspirado Poeta e, possivelmente, o Cantador de uma qualquer dança de roda, ou até, duma qualquer desgarrada, um género musical que a alma de Portugal inventou para a dar ao Mundo.
Somos um grade Povo!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
"Para o passado não olhes"...
Neste rolar do tempo iincessante, num ritmo que acompanha a "par e passo" as ondas do mar, e como ele, calmo e tumultuoso, tantas vezes, neste quase fim do ano de 2018 fui ao baú das minhas lembranças buscar esta velha quadra popular com o pensamento em mim mesmo, e depois, para com todos aqueles meus companheiros desta aventura da vida que me acompanham a caminhar para o seu ocaso - e que, se porventura me lerem neste blogue - que pensem, como eu, que a vida, como alguém disse, "faz-se caminhando" e, por isso, resta-nos, agora que se fecha mais um ano, seguir à risca o que disse o poeta popular: "Para o passado não olhes" ... e, como eu, segui em frente.
É que de nada nos adianta olhar para trás, ainda que fosse para lembrar todos os momentos passados - os bons, os maus, os menos bons e os outros - porque a vida que nos resta exige de nós a inteligência de a continuar a viver de "olhos nos olhos", agradecendo a Deus tudo o que passou, ou seja, as ondas do mar da vida que têm na idade avançada, como a minha que já dobrou o "Cabo" dos oitenta, o sabor de desejar que mesmo as ondas mais altas se venham desfazer no areal das nossas praias, morrendo aos nossos pés.
E nós a ver!...
sábado, 15 de dezembro de 2018
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
sábado, 8 de dezembro de 2018
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
"Acipreste verde e triste"...
António Bersane Leite nasceu em Lisboa em 1770 e faleceu no Rio de Janeiro alguns anos após a promulgação da Constituição brasileira, tendo-se sido no Reino de Portugal escrivão das décimas n a freguesia de Bucelas e como poeta teve alguma aura a sua colaboração n o "Almanaque das Musas" e mais, acentuadamente com a publicação em 1804 do livro "Quadras Glosadas" que é hoje uma raridade bibliófila e ele dedicou à Condessa de Oyenhauser. D. Leonor de Almeida Portugal Lorena e Lencastre, mais conhecida pela Marquesa de Alorna.
Segundo se pensa - mas sem grande segurança histórica - teria embarcado na comitiva do rei D. João VI na sua fuga para o Brasil em 1807, levando por companhia a sua filha Maria Vicência que havia sido noiva do poeta Manuel Maria de Barbosa du Bocage, mas segundo outra fonte, a sua ida foi posterior, num tempo em que embarcaram para o Brasil 15 a 20 mil pessoas, porquanto, na comitiva régia teriam seguido, apenas, 500 pessoas.
António Bersane Leite é hoje, um poeta completamente esquecido, mas não deixa de continuar a ser um prazer a leitura das "Quadras Glosadas", um género poétiico que naquele tempo tinha fama e cuja aparição literária em Portugal remonta ao "Cancioneiro Geral" de Garcia de Resende (1516), em que os chamados poetas palacianos deram uma aura muito significativa àquele género literário.
Não foi o caso, no aspecto fidalgo, de António Bersane Leite que teve, apenas, como fonte inspiradora esta escola literária do século XVI.
Não foi o caso, no aspecto fidalgo, de António Bersane Leite que teve, apenas, como fonte inspiradora esta escola literária do século XVI.
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
terça-feira, 25 de setembro de 2018
domingo, 23 de setembro de 2018
sexta-feira, 10 de agosto de 2018
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