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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Não se critique nunca mais...


Não se critique nunca mais o chefe de uma qualquer repartição governamental ou de um determinado Presidente de Câmara que escolhem para perto de si familiares, protegendo-os, como costumam fazer as galinhas aos seus pintainhos.

António Costa permite que tal aconteça ao sentar no Conselho de Ministros marido e mulher e pai e filha, fazendo do seu governo uma quinta bem guardada que possa dar segurança aos seus ditames, um caso ímpar nesta Democracia que está ficando mais coxa em cada dia que passa, uma prova do desalinho das ideias que se perderam.

Até quando este desacerto, ou melhor, esta descarada anomalia?

Eis, porque - se o exemplo não vem de cima, como devia vir - não se critique nunca mais o chefe de uma qualquer repartição governamental ou de um qualquer Presidente de Câmara, quando um e outro fazem o mesmo!

domingo, 20 de janeiro de 2019

Fez-me confusão...


Fez-me confusão...

Fez-me confusão que para votar o "Voto de Confiança" proposto por Rui Rio para se confirmar, ou não, à frente da Comissão Política Nacional do PSD, após o desafio de Luís Montenegro para a disputa de eleições directas - que quanto a mim era uma disputa mais real pelo facto de poderem votar todos os militantes com quotas em dia - se tenham vivido horas na indecisão, como propôs Mota Amaral e outros - numa insensatez anómala - que o voto fosse de braço no ar, enquanto os seus opositores advogavam que o mesmo fosse secreto, e com toda a razão.

Foi uma vergonha que alguém se tenha lembrado do votar de "braço no ar"...

É uma vergonha que dentro dum partido fundador da nossa Democracia e estruturante da mesma, tenha aparecido esta anormalidade, fazendo lembrar os tempos insanos do PREC, pelo que quem assim defendeu o voto se portou indecentemente, e contra os quais, após horas perdidas nesta insanidade, veio ao de cima o bom senso do voto ter sido secreto.

Apanhado de surpresa de no PSD poder haver "voto de braço no ar", ou melhor dizendo, haverem homens responsáveis que tal admitira  tal facto estafafúrdio, leva-´me a pensar que este partido anda doente e, ou se cura, ou vai perder a confiança de muitos simpatizantes anónimos que vão procurar noutras águas a frescura que o actual PSD, com homens destes, não tem.

Pergunto, por fim:
- Como é que se pode descer tão baixo?

domingo, 13 de janeiro de 2019

A política "sem ética é uma vergonha"!



"A política sem risco é uma chatice, e sem ética é uma vergonha". 
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Eis, aqui, um conceito salutar.

Foi dito por Rui Rio, a terminar a sua alocução ao desafio lançado por Luís Montenegro para a disputa interna no Partido Social Democrata (PSD) de eleições directas para Presidente do partido, tendo como pano de fundo o facto de Rui Rio não ter sido capaz de se portar politicamente como força adversa para disputar as próximas eleições a António Costa.

A frase acima referida - atribuída a Sá Carneiro - é de facto, salutar, e assim devia fazer escola e só não o fez porque os homens públicos que têm tomado o poder ou lutam pela sua conquista, na prática dos dias a não usam, como é o caso de Rui Rio, Presidente do PSD, e em vez de ter afastado deputados que pediram a outros para marcarem a sua presença na Assembleia da República e, como tal, tenham recebido o respectivo pecúnio como se lá estivessem - mas estando ausentes - o tivesse feito em honra do conceito de que a política "sem ética é uma vergonha".

Disse Rui Rio ao citar aquela frase de Sá Carneiro, que se fosse para não cumprir o que ele disse, "A política sem risco é uma chatice, e sem ética é uma vergonha". não estaria a fazer "nada aqui"... mas manda a verdade dizer que ele assistiu a esta falta de ética e nada fez!

Por isso, vir agora, como ontem fez com palavras saudáveis de se lhe "tirar o chapéu" mas deixando sem punição os prevaricadores da sua bancada parlamentar na Assembleia da República, não se pode admitir, porque ao lembrar Sá Carneiro e aquelas suas palavras, não as levando à prática, este facto não abona a seu favor.

Assim como não abona o ataque pessoal a quem o desafiou politicamente, porque na política o ataque tem de ser politico, porque não o sendo é uma falta de respeito para com o próximo.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Assim, sim!


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in, Jornal online "Expresso" de 11/01/2019, com a devida vénia


Assim, sim!

O repto de Pedro Santana Lopes à união dos partidos da direita de espectro político para sacudirem do poder António Costa foi feito no segundo dia da Convenção "Europa e Liberdade", quando a finalizar a sua palestra em jeito de apresentação da ALIANÇA, o seu partido político recém formado, referiu aquele desejo.

Assim sim!

Nas próximas eleições o povo sabe - a corporizar-se o que Santana Lopes propõe - o que vai acontecer após as eleições, o que não aconteceu em 2015, porquanto António Costa escondeu do povo o que lhe ia na mente e fê-lo para se salvar politicamente a si mesmo, o que constituiu um logro ao eleitorado, que só por isso o devia castigar por se ter valido de uma arttimanha em conluio com os seus companheiros de aventura - BE + PCP + Verdes - para retirarem o poder a uma coligação devidamente estruturada encabeçada por Passos Coelho e Paulo Portas, "Portugal à Frente" (PaF)  que se viu apeada de constituir governo mercê daquele jogo de sombras montado por António Costa, que politicamente hei-de combater até ao fim dos meus dias.

sábado, 5 de janeiro de 2019

E, por isso, não gostei.

Foto captada com a devida vénia do Jornal "Expresso" de 5 de Janeiro de 2018
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Não gostei!

E não gostei, porque não me revejo na postura política do recém empossado Presidente Bolsonaro, e depois, embora reconheça que o convite que lhe fez o Chefe do Estado de Portugal. institucionalmente, só o poderia fazer em nome do Estado Português de que ele é o representante máximo - se entendermos que um Estado soberano o é, seguindo a tríade "Um governo, um povo, um território -, eu, que sou parte do "povo", por mais insignificante que seja - e sou - me assiste o direito de não gostar que visite o "território" de que faço partem, alguém de quem me diferencia os valores políticos que defende o "governo" do meu País.

Compreendo o embaraço do meu Presidente da República... mas não gostei, por pensar que esteve a mais o convite para visitar Portugal, devendo ter bastado a cortesia da sua presença.

E, por isso, não gostei!

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Rui Rio "escorregou numa casca de banana"...


Noticia de 6 de Dezembro de 2018
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in, Jornal "Público" de 18 de Dezembro de 2018
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Sem habilidade política Rui Rio "escorregou numa casca de banana" quando há cerca de duas semanas a alteração da composição do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) se discutia no Parlamento com uma proposta apresentada em nome do Governo pela Ministra da Justiça, apontando para a existência maioritária de membros não magistrados e que levou a actual  Procuradora do Ministério Público a dizer o seguinte:

  “Qualquer alteração relativa à composição do Conselho Superior do Ministério Público que afecte o seu actual desenho legal, designadamente apontando para uma maioria de membros não-magistrados, tem associada grave violação do princípio da autonomia”, acrescendo a seguir "que qualquer mudança nesse sentido representaria uma “radical alteração dos pressupostos que determinaram”a aceitação que fez do cargo de procuradora-geral da República". 

Sobre este assunto o presidente do Sindicato dos Magistrado do Ministério Público (SMMP) António Ventinhas, já havia considerado que as alterações colocariam em causa a autonomia do Ministério Público e as condições de continuação do combate à corrupção, que tem atingido algumas figuras políticas nos últimos anos.

O Partido Socialista acabou por recuar.

O deputado Filipe Neto Brandão, vice-presidente da bancada socialista, esclareceu a posição do seu partido. “Os órgãos de gestão das magistraturas não devem ter uma maioria de não-magistrados.Como tal, o grupo parlamentar do PS nunca propôs (nem proporá ou secundará) qualquer proposta que vise colocar os magistrados em minoria no CSMP”,reafirmou o deputado ao PÚBLICO, acrescentando que “o princípio da autonomia do MP é um princípio estruturante do Estado de Direito Democrático”.E ontem também a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, garantiu que eventuais alterações à composição do CSMP passaram  a ser “uma não questão” e que “está tudo esclarecido”.

in, Jornal "Público" de 18 de Dezembro de 2018.

A gente lê e não acredita na falta de compostura de ética política deste Partido Socialista que em 6 de Dezembro conforme notícia que abre este "post" e dia 18 do mesmo mês duma questão que era para o ser - ou seja, o desejo dos agentes políticos terem maioria no (CSMP) - deixou de o ser numa declaração em que a ética que era para ser posta por por baixo voltou a ser posta por cima.

Habilidades...

Rui Rio foi apanhado e deixou-se apanhar nesta rasteira, dizendo agora que, qual D. Quixote, no mesmo dia em que a p´Procuradora Geral da República admitiu que se demitirá se os magistrados perderem a maioria no Conselho Superior do Ministério Público, e em que a ministra da Justiça, que introduziu a questão na agenda, deu o assunto por encerrado, o PSD de Rui Rio deixou bem claro que não se importa de ficar sozinho na defesa da ideia, porque para ele deve ser evitado o auto.governo da Magistratura e não contente com este despropósito assumiu uma acção de violento ataque contra o ex-líder do Partido Social Democrata (PSD), o comentador Luís Marques Mendes, que sobre este assunto no seu espaço de opinião dominical na SIC-Notícias, afirmou que Rio é igual a Sócrates no desejo de controlar a justiça.

Que grande derrota eleitora se avizinha para o PSD!

sábado, 15 de dezembro de 2018

Caça ao voto...


https://eco.sapo.pt - https://www.sapo.pt/ de q5 de Dezembro de 2018

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Caça ao voto, descaradamente!
Que bom patrão é o Estado!
Mas não é admissível que o governo com António Costa a dirigi-lo dê esta amostra tão às claras do modo como é simpático para com os seus trabalhadores.

Pobre Estado é o nosso enquanto a reforma das mentalidades continuar a não ser feita, logo no começo das primeiras instruções escolares em consonância com o ditado popular cheio de sabedoria, que diz que é de pequenino que se torce o pepino, porque esta espécie agrícola necessita antes de começar a crescer que o agricultor lhe retire uns "olhinhos" para que os pepinos se desenvolvam, um acto que a não ser feito lhes vem a dar, quando crescidos um sabor desagradável.

É isso que me leva a pensar que os trabalhadores do sector privado da nossa frágil economia devem sentir - o tal sabor desagradável - que têm de "comer", porquanto, não têm as garantias iguais que o patrão Estado pode sustentar, ainda que, sabendo, mas sem se importar que no mesmo Estado hajam trabalhadores com tratamentos desiguais.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Aceito... mas custa-me...


Em Portugal há algo que não entendo no que respeita à leis laborais que regem o Público e o Privado, porque segundo a Constituição da República Portuguesa - Artigo 13º - Princípios da igualdade - a lei no seu nº 1 diz que Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.

Palavras sonantes... porque, devia ser assim, mas não é, segundo o que penso.

Entendido o respeito humano pela dignidade social, temos que se no Público os seus trabalhadores, semanalmente, trabalham só 35 horas, no Privado trabalham 40. ou seja mais 5 horas... mas agindo o governo do Estado a coberto da alínea "b" do nº 2 do artigo 59º. da Constituição, que neste ponto, ao dizer que o Estado pode fixar a nível nacional dos limites da duração do trabalho, algo que devia, apenas - e muito bem - diferenciar os Princípios da igualdade, mas só, tendo em conta determinadas profissões de risco ou de graus de dificuldade, e não ter sido generalizado, como foi., para profissões em que o risco de dificuldade é igual.

Agiu aqui uma sombra, que me parece, tapou a luz que o legislador lhe quis dar.

E no que concerne ao ordenado mínimo nacional para 2019, o Público vai  auferir 635 euros e o Privado 600 euros.

E isto é assim, porque o patrão ESTADO trata melhor os seus trabalhadores porque o partido que gere, no momento, a coisa pública para se manter no poder "compra" os seus votos com a "esperteza" de o fazer em dois carrinhos: nas horas de trabalho semanal e na retribuição mensal, jogando deste modo com votos que somados são centenas de milhares... e não é coisa que a ciência política possa desperdiçar!

É um despautério quando é a cúpula do Estado a não cumprir a Constituição sobre os Princípios da igualdade, que mais à frente, no nº 2, alínea "a" do Artigo 59º diz que lhe cumpre O estabelecimento e a atualização do salário mínimo nacional, tendo em conta, entre outros fatores, as necessidades dos trabalhadores, o aumento do custo de vida, o nível de desenvolvimento das forças produtivas, as exigências da estabilidade económica e financeira e a acumulação para o desenvolvimento.

De reter que a Lei Fundamental ao não colocar no plural o termo - salário mínimo nacional - não autoriza que o Estado estabeleça valores diferenciados para dois salários mínimos como vai acontecer em 2019, razão suficiente que me lava a concluir, que, ou se altera a letra da lei, ou o Estado, através do seu governo, não a cumprindo, a está a não cumprir

  • Será por conveniência eleitoral?
  • Por falta de leitura?
  • Ou serei eu que estou a julgar errado aquilo que está correcto?
Quanto a mim, sinto-me certo. 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Uma greve "bem escolhida"...


https://www.sapo.pt/de 6 de Dezembro de 2018
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Uma greve "bem escolhida".!
Mais uma de tantas iguais, temporalmente, que já lhe perdemos o conto!!!

E tu, povo, a votares neste Sindicato que não te respeita e no partido político que tudo fez para ver reconvertida a situação que colocava os transportes no sector privado, sem te aperceberes que ias sofrer "na pele" esta trapaça!

Greve à sexta-feira... ora toma lá e aceita... porque a banalização da greve num Paios "ás direitas" se havia de ser o último recurso deixou de o ser, para se parecer com mais um dia que se acrescenta a um fim de semana, constituindo isto uma falta de vergonha que só num País coxo onde conta mais a inversão dos princípio, que o respeito por eles, admite.

Será que não vamos aprender?
O ano que vem é uma oportunidade de lhes fazer valer "que o povo é quem mais ordena"?
Ou já esquecemos isto?

É um desaforo, meus senhores tanta falta de respeito pelo povo sofredor!

Portugal politico está doente...



O que se passou no Parlamento - dita a Casa da Democracia - com a "presença" de deputados que lá não estavam  e mesmo assim votaram ou assinalaram a sua presença como se esta correspondesse à verdade, prova à saciedade a falta de vergonha que impesta o Parlamento de Portugal,onde aqueles deputados escolhidos pelo povo agem com a baixeza moral do mais reles sentido de responsabilidade, a começar por si mesmos.

Portugal político está doente... mas a gente procura e não acha o médico que possa debelar este mal.

sábado, 1 de dezembro de 2018

Querem fazer de nós um País sem memória?


Não me recordo de ter visto, hoje,  num dos nossos jornais de referência como notícia de capa, terem feito alusão à data que hoje devia ter sido comemorada - ou, no mínimo, assinalada - e não foi 

1º de Dezembro de 1640

E foi para esta imprensa que vive em "crise profunda" e para a qual o Chefe do Estado, recentemente, aventou a hipótese de uma eventual necessidade do Estado intervir, que  lançou um rastilho perigoso, mas esta imprensa tal como se comporta pelo desprezo da História de Portugal, tem de se ajudar a si mesma.

Esta imprensa "acéfala" vive assim e trata os leitores deste modo porque está empenhada em fazer de Portugal um país sem memória, quando entre 1 de Dezembro e 24 de Agosto de 1820 despoletou a Revolução Liberal no Porto, estendida a Lisboa e ao resto do país, com a criação de um governo provisório a que deram o nome pomposo de Junta Provisional de Governo do Reino, se viveu uma época conturbada, é certo, pelos sessenta anos de domínio espanhol, mas com a coroa a tomar conta de reabilitar a Pátria ferida.

- E então, esta data não era de lembrar?
- É para não  ofender Espanha?
- Ou querem fazer de nós um País sem memória?

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

E se Bruxelas tiver razão?

https://www.sapo.pt/ de 21 de Novembro de 2018
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Mário Centeno que nunca deixou, por  causa das cativações que tem feito e de que se queixam fornecedores do Estado e Instituições do mesmo Estado que têm vivido espartilhados, que no seu consulado, que tenham havido "orçamentos rectificativos", certamente, vai dribrar Bruxelas e vai provar que ele é que tem razão e Portugal - que têm  a sorte de ter "o Ronaldo das Finanças" - vai sair a salvo dos "desvios significativos" que o diabo que mora em Bruxelas inventou.

Que Sua Excelência me desculpe a ironia, porque, é meu desejo - com  cortes e tudo no bolo do orçamento de 2019 - que Mário Centeno, ou seja, Portugal, não ponha em risco o que Bruxelas prevê.

O que me espanta é que sejam "maus" todos os Ministros das Finanças de Passos Coelho que andaram a tirar Portugal do buraco onde o Partido Socialista o meteu e este senhor ande por aí a passar por entre os "pingos da chuva" pela simples razão de Portugal não ter na oposição alguém que enfrente o Partido Socialista que vive "à solta".

E se para mal dos nossos pecados Bruxelas tiver razão?

sábado, 17 de novembro de 2018

"Pôr as barbas de molho"

in, Jornal "Expresso" - 1º caderno - 17 de Novembro de 2018
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Com este aviso - focando-o nas "crises internas" - Rui Rio "pôe as barbas de molho" o que no rifoneiro português quer dizer: "ficar de prevenção" ou "acautelar-se", fazendo, assim, um aviso aos apoiantes do Partido Social Democrata (PSD), e este aviso leva-me até outro rifão espanhol que diz assim: "quando você vir as barbas de seu vizinho pegar fogo, ponha as suas de molho", querendo significar que todos devemos aprender com as experiências dos outros.

O que fez até agora, Rui Rio?
Aprendeu alguma coisa com os outros?

Não senhor. 
Não aprendeu nada e se nas próximas eleições - como se prevê o PSD alcançar o pior voto popular da sua história a ele se deve por ter sido um opositor fraco ao governo que está em funções, pelo que "pôr as barbas de molho", não é apenas um aviso, é uma confissão de impotência política que tem levado um partido charneira da política nacional, fundador da democracia, a esvair-se, um mal que não deixa prever - sem mudança de timoneiro - que se possa remediar, razão mais que suficiente para que tão depressa quanto possível se mude a agulha deste comboio que vai por aí "sem eira nem beira" - ou seja - "ao Deus dará"...

Que pena eu tenho deste partido... tão partido... que, ou lhe acodem ou desaparecesse de uma vez para sempre ao perder a importância que teve na política de Portugal.

Rui Rio tem culpa?
Tem, sim senhor!

domingo, 11 de novembro de 2018

Uma crónica assisada


Preclaro, como acontece nas suas crónicas, o escritor Miguel Sousa Tavares deixa entrever na sua prosa acutilante e cheia de sentido social o facto da assunção das diferenças de gostos marcar a baliza entre o autoritarismo e a liberdade de pensar e agir, com o seu texto: "O Suicídio da Esquerda Democrática" publicado no primeiro caderno do Jornal "Expresso" de 10 de Novembro de 2018, que é na sua análise assisada um aviso sério àquilo que está a acontecer ante os nossos olhos, em que, paulatinamente, a coberto da democracia, a imposição de gostos de satisfação pessoal - como aquele que tomou de assalto a actual ministra da Cultura fazendo-os valer para o colectivo como regra -  são um despautério, porque se escondem neles imposições radicais de uma opinião pessoal para impor uma política de tom moralista e civilizacional contra os que não pensam como a detentora da pasta da Cultura e todos fossem - onde me incluo - uns incivilizados.

Vem  tudo isto a propósito da ministra ter dito, a propósito da tauromaquia que "não é uma questão de gosto, é uma civilização", donde se pode concluir que a imposição na generalidade  de uma ditadura de gosto é descriminatória e, logo, violadora da letra da Constituição, pelo que ao não querer baixar o IVA para a tauromaquia para os 6% - admitindo-o para os outros espectáculos ao ar livre - disse "alto e bom som" que "todas as políticas públicas têm na sua base valores civilizacionais que partilhamos e as civilizações evoluem". 

Na crónica a que aludimos o escritor Miguel Sousa Tavares a este propósito, num dado passo quando desqualifica a ministra "para a pasta que acabava de tomar em mãos", acrescenta o seguinte, que transcrevemos com a devida vénia (sic): "recomendava-se à ministra que entrasse com pezinhos de lã nas suas funções. Mas não: ela, literalmente, resolveu sair à arena e entrar numa tourada para que ninguém a convocara e para a qual não estava preparada, nem política nem intelectualmente. Podia a ministra ter deixado o IVA sobre as touradas como estava, sem dar explicações; podia ter dito que as touradas são um espectáculo rico (o que não é verdade, mas talvez enganasse os tolos); podia ter dito que não são um espectáculo cultural (o que seria objecto de uma discussão sem fim); podia ter inventado muitas e variadas justificações" 

E, mais à frente com a argúcia que o caracteriza, diz mais isto:

"Mas o que não podia nunca era ter invocado o seu gosto e a sua opinião pessoal sobre as touradas para justificar uma política fiscal sobre os espectáculos — e se ela não gostar de circo ou de ballet? E,sobretudo, não podia nunca tê-lo feito num tom moralista e ‘civilizador’ sobre os que têm opiniões diferentes da sua e que arrogantemente despachou como incivilizados, bárbaros, selvagens — e que por ora castiga fiscalmente e que amanhã, em podendo, tratará como foras-da-lei e perseguirá criminalmente. Manuel Alegre tem toda a razão: são atitudes destas que fazem nascer os Bolsonaros. Mas eu vou ainda mais além: não vejo diferença alguma entre atitudes destas — só porque, alegadamente,vêm de uma esquerda urbana e auto declarada civilizada — e as atitudes de um Bolsonaro. Em ambas existe a mesma fé na missão de educar o povo, de lhe impor uma ditadura de comportamento e de gostos e de lhe impingir as novas ‘verdades’, sejam as das redes sociais, sejam as do politicamente correcto — que mais não são do que expressões de um terrorismo ideológico, que dispensa as pessoas de pensar por si próprias".

Atenção, pois.


Não é admissível que o Partido Socialista - de génese fundacional livre e respeitador dos gostos de todos os portugueses - para agradar aos seus parceiros da esquerda totalitária, mormente o BE e o PAN, cujos votos lhe podem fazer falta numa futura eleição, entre por esta deriva de querer impor o gosto de um qualquer dos seus ministros ao colectivo da Nação, que é lá que se têm de arranjar as amas para os combates contra os extremismos por demais emergentes, na actualidade, pelo que neste ponto sirvo-me de novo da prosa viva, sentida e muito firme da parte final da brilhante crónica de Miguel Sousa Tavares, quanto à defesa que é preciso fazer e é tarefa de todos nós:

O nosso Partido Socialista pode pensar que nada disto o deve preocupar. Que a classe média está encantada com os indicadores económicos da conjuntura, com as Web Summits, os ALD, o crédito barato e tantas outras ilusões que no passado nos saíram tão caras. Pois, talvez sim e talvez não. E se estiver apenas adormecida e um dia acordar virada para a direita? E a única direita que houver para a acolher for a que por aí abre caminho?    

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Eu gostava...


Eu gostava de continuar a ser livre e responsável com as minhas atitudes de poder continuar a ver os espectáculos com os quais me identifico, mesmo com as touradas que são um valor da nossa identidade nacional se as medirmos pela ancestralidade que elas têm na historicidade do nosso povo, que valha a verdade, não confunde todos os que gostam do espectáculo taurino com os velhos "marialvas" de vida ociosa e dissoluta provindos de um certo escol de famílias que já nem sequer existem.

Eu nunca fui desses... e jamais o serei.

Mas gosto de touradas e do espectáculo que lhes dá vida, cor, alegria e um certo modo de ter no presente os ecos de um passado, na certeza que tenho que um povo que abjura o seu passado histórico, incluindo o das touradas, apressa-se a amortalhar a sua identidade nacional.

Eu gostava de continuar a sr livre e responsável!

Gostava de continuar a poder escolher os meus espectáculos favoritos e, por isso, não posso admitir que um partido político como o Partido Socialista que sempre foi um partido livre, agora amarrado para sobreviver politicamente com partidos que não defendem a sua génese, me queira cortar, um dia, a minha liberdade de escolha, pondo em causa o espectáculo da tourada.

Não!

Que o Partido Socialista volte a ser o que era, ou seja, defensor de todas as minhas liberdades conforme as define a Constituição da República Portuguesa, mormente as alíneas "d" e "c" do artigo 9º que me permito sublinhar:

d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efetivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais;

e) Proteger e valorizar o património cultural do povo português, defender a natureza e o ambiente, preservar os recursos naturais e assegurar um correto ordenamento do território;

O meu sublinhado assenta no seguinte:

Alínea "d" - Se o Estado me retira o dever da minha igualdade real entre os portugueses, ao querer proibir as touradas está a entrar dentro de um domínio que só a mim me compete admitir ou recusar, ao igualar-me - à força - aos que querem proibir as touradas.

Alínea "e" - O sublinhado diz tudo, porquanto o espectáculo da tourada faz parte do património cultural do povo português, se atendermos que em muitas cidades do território nacional existem "Praças de Touros" integralmente dedicadas àquele espectáculo taurino.

domingo, 4 de novembro de 2018

Até onde chegou a teia!


O roubo das armas de Tancos é uma vergonha nacional e cai, directamente em cima deste Governo que o tentou desvalorizar, como se esta facto não fosse dos mais graves que algum dia aconteceu em Portugal, sendo - para agravar a questão - o País um membro da NATO como um dos membros fundadores da Aliança Atlântica no ano de 1949, donde resulta que um País que é parte de tão importante Organismo internacional tem acrescentados deveres a cumprir, sendo um deles, como o mais primário a salvaguarda das armas militares.

Eis, porque, um Governo que se comportou como o actual não merece estar no poder.

E como se já não fosse pouca a sua falta de sentido de Estado o que se passou, recentemente, com uma possível alusão - que as sombras teceram - de envolver o Presidente da República neste facto lamentável, no Funchal onde estava de visita de Estado, reagiu a uma informação avançada pela RTP de que a Presidência da República tinha conhecimento do "encobrimento" e que teria havido contactos entre Belém e a Polícia Judiciária Militar, donde surgiu a sua reacção pronta: 

"Se pensam que me calam não me calam" 

E ao alertar para o aparecimento de uma "nebulosa" que tem como fim de não esclarecer o caso grave de Tancos, afirmou claramente:  “Estranho que quem me queira atribuir o que quer que seja o tenha feito sem me ouvir previamente. É o mínimo para qualquer  cidadão” para depois deixar mais clara a sua ideia:  “Nunca falei com o director da Polícia Judiciária Militar”.

É demais!
Até onde chegou a teia!

sábado, 3 de novembro de 2018

Na segunda "só cai quem quer"

O pequeno texto é uma captura do parágrafo inicial de um artigo do "Expresso" 
 inserto na página nº 16 de 3 de Novembro de 2018
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Santana Lopes diz o óbvio: "Costa não pode fazer a mesma fita que fez em 2015" ou seja, como se diz nas palavras finais acima apresentadas: "(...) que se candidate sem esclarecer que acordos está disposto a fazer para garantir a permanência no poder" , porquanto, em 2015, para garantir o poder que não ganhara em eleições, no dizer de Santana Lopes - e no meu apagado dizer, mas cheio de razão - "Costa não pode fazer a mesma fita que fez em 2015!" - ou seja, sem dizer antes das eleições quem eram os seus eventuais companheiros para se alcandorar à cadeira do poder, aliou-se com O PCP + Verdes+BE para de derrotado se tornar "vencedor".

Sim. Essa "fita" não se pode repetir.

Numa, como diz o povo, que foi apanhado desprevenido "qualquer cai, mas na segunda só cai quem quer"

Se Portugal fosse...


in, Jornal Económico - in, https://www.sapo.pt/ de 3 de Novembro de 2018
 
in, Jornal Público de 3 de Novembro de 2018
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Velho português que sou - e vivendo uma hora de desencanto pelo caminho que a "Res pública" tomou, vivendo este mesmo desencanto pela figura do Senhor Presidente da República - ao ver, ontem, na Televisão a sua justificação de nada saber sobre o roubo das "armas de Tancos", agindo, assim, a notícias postas a correr da Presidência da República ter sabido deste acto, tive pena de ver o "mais alto magistrado da Nação" e por inerência do seu cargo o "Comandante Supremo das Forças Armadas" a negar, justificando-se, com ar compungido, como se fosse - que Sua Excelência me perdõe - um infantil que tivesse sido apanhado em falta

Tive pena, confesso.

 E ao ler, hoje, o que diz o jornal Público na sua 1ª página: "Se pensam que me calam, não me calam" dei comigo a pensar que algo vai muito mal na "Res pública" porque quem assim fala deixa subentender que terão havido forças perversas que - estando o poder civil sediado no Governo e o militar envolvidos numa trama a que a Justiça tenta desatar os nós - quiseram envolver o Chefe do Estado.

Sou de opinião que o Chefe do Estado tem culpa. Não no facto em si mesmo - que era só o que faltava! - mas no facto palpável das Instituições não estarem a cumprir perante o povo as suas missões de soberania, e se Portugal fosse um País de direitos e deveres a cumprir, a começar pelos mais responsáveis, este Governo já devia ter sido demitido, pelo que o adir constante ao Chefe do Estado da verdade sobre o "roubo de Tancos" passou a ser uma afronta.

domingo, 28 de outubro de 2018

Ora, valha-nos... nem sei quem...

https://www.rtp.pt de 23 de Outubro de 2018
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O Parlamento possui para apoio económico de uma "Unidade Técnica de Apoio Orçamental" UTAO, cuja finalidade para além de apoio à leitura dos Orçamentos de Estado, ajuda à compreensão e eventuais armadilhas e outra minudências de que são prósperos aqueles documentos essenciais à nossa vida colectiva.

Como se pode ver a UTAO não se coíbe de afirmar que o Orçamento de Estado para 2019 "esconde um défice maior", razão porque no seus mapas o défice corresponde a 0,5% e não 0,2% como o Governo defende.

Que não senhor. Não é assim... e o Governo é crítico desta opinião.

Eis, porque, mudaram-se os tempos, mudaram-se as vontades - parafraseando o Poeta - e aquilo a que assistimos é que no Governo anterior quando a UTAO o criticava era uma entidade competente e agora, na crítica que faz ao actual Governo é ignorante.

Ora, valha-nos... nem sei quem...
Deus não... que Deus tem mais que fazer que aturar estes desconchavos!

domingo, 21 de outubro de 2018

É uma pedra que lhe cai em cima...


in, Jornal "Público" de 21 de Outubro de 2018
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Artigo 134.º

Competência para prática de atos próprios
Compete ao Presidente da República, na prática de atos próprios:
a) Exercer as funções de Comandante Supremo das Forças Armadas.

Eis o que diz a Constituição da República Portuguesa sobre as competências do Presidente da República: "Exercer as funções de Comandante Supremo das Forças Armadas", mas pelos vistos isto é , apenas um título sem força de acção.

Todos nos lembramos - e isso, honra lhe seja feita - que desde o início do roubo das armas do paiol de Tancos que o Presidente da República pediu o apuramento da verdade, mas também, todos nos lembramos que o Governo e os visados militares parecem todos terem feito "ouvidos moucos" durante mais de um ano, o que parece uma eternidade para a gravidade do assunto, sem  que dessem uma resposta cabal, inequívoca e rápida àquilo que aconteceu, pelo que o Comandante Supremo das Foras Armadas foi metido para um papel subalterno.

Foi uma desfaçatez!

Pelo que, penso eu, devia ter mandado "um murro na mesa" e ter chamado o Governo e os militares a desempenhar perante ele os deveres a que estavam obrigados, parecendo para um caso tão grave que não estando as Instituições a funcionar devidamente devia ter demitido este Governo a quem os militares estão sujeitos.

Não o fez, mas vir agora dizer que "não sabe o que aconteceu em Tancos" quando o devia saber há muito tempo, é uma pedra que lhe cai em cima...