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domingo, 25 de outubro de 2015

Fim de um certo caminho




Hoje é um dia muito especial para mim. enquanto autor deste "blog".

E é, por ele ser assim, muito especial, que tomei a decisão ponderada - "sábia" no meu entender - de só em casos extremos por não poder calar a minha consciência - é que voltarei a usar esta ferramenta da "blogsfera" para a publicação de quaisquer críticas de cariz político, pelo que a minha rubrica - Crítica Social - acabou com a publicação, ontem, com o número 308 das minhas intervenções e, assim, qualquer apontamento eventual que possa vir a surgir levará outro caminho e será sempre regido pelas normas de boa educação social.

Contenta-me, por isso, o facto de, embora esteja patente em quase todas elas a minha "feição política", a minha educação beirã recebida num berço pobre, enriqueceu-se da matriz sócio-religiosa do credo católico apostólico romano que me deu o condão de manifestar o meu desacordo, sem contudo, contra quem discordava, tal facto me tivesse levado a deixar explícito qualquer afronta ao carácter, com a utilização de nomes menos próprios, pois sempre procurei deixar subjacente às minhas palavras o conceito cristão de Santo Agostinho, que mais ou menos se expressa do seguinte modo:

  • Ama o homem mas combate o seu erro!

Ao longo da minha vida - pela graça de Deus já longa - essa baliza de amor traduzido pelo respeito pelo meu semelhante, tendo de continuar assim e embora discordando, penso que o devo fazer contrapondo ao erro que fere a minha consciência a Palavra do Justo que apontou o verdadeiro Caminho.

E pelo respeito venerável que Ele me merece e, também, de mim mesmo, penso que é tempo de por um marco no fim de um certo caminho por onde segui algumas vezes a enredar-me na coisa política - que é nobre na sua essência - mas tão maltratada como a vejo em Portugal deixou de me interessar.

E deixou, porquanto, há outros caminhos em que devo continuar a porfiar, neste estádio da vida com mais empenho na escrita que vou fazendo - já que a acção pela corrosão dos anos mo vai impedindo - na mira de honrar a minha cidadania pelo respeito da sobrenaturalidade que existe em mim e está impressa em cada cidadão.

E sobre isto não tenho qualquer dúvida, porque o cidadão no cumprimento íntegro da sua conduta, a política dos costumes, da honra e do dever que lhe estão associados preenchem a vida nesse campo, que sendo terreno, se for tratado na linha espiritual que ata o destino de todos os homens ao seu Mistério de existir, tende a melhorar a política da "Res-pública" que não pode deixar de existir na sociedade dos homens.

Mas precisa de ser mais bem tratada.

Penso, por isso, que o meu desinteresse pela política rasteira que vejo a impor-se, pode apenas ser alterado, se um dia em Portugal o voto eleitoral passar a ser respeitado de acordo com o sentido que ele tem quando é metido na urna e não para ser manipulado como está a acontecer no tempo sombrio que vivemos.

Pelo que, aqui declaro, que o meu caminho de eleitor - conforme a gravura documenta - bateu de encontro a uma barreira colocada ardilosamente no meu caminho de cidadão que nada deve a Portugal que não seja a honra de ter nascido aqui e pelo amor que ele me merece, a minha consciência dói-se dos jogos sombrios que estão a ser jogados nas minhas costas.

Ou seja, nas "costas do Povo"!

Doravante vou dar ao meu "blog" a escrita que o norteou à nascença, pedindo desculpa a mim mesmo de o ter levado - na mira de a poder compreender - pelos caminhos enviesados da política nacional, em que os sucedâneos de uma nova era que tanto desejei e pela qual lutei nos meus tempos de jovem e de adulto - estou a falar da queda do anterior regime - não têm sabido como encontrar o melhor caminho para a felicidade do grande Povo que somos.

E já era tempo.

Algo desiludido me confesso, restando-me pedir a quem tem tido a gentileza de me ler - fora da rubrica "Crítica Social" - e que são para mim ilustres desconhecidos que muito respeito que o continuem a fazer, agora que, mudada a agulha, o meu caminho vai centrar-se de onde nunca deveria ter saído, ou seja, no amor que me merecem todos os homens à luz daquilo que me ensinaram no berço da minha educação beirã e, depois, no velho Catecismo da minha infância que guardo como uma relíquia na minha mesa de cabeceira.

E com essa educação católica que quero continuar a seguir o meu caminho até ao tempo em que dobrado o corpo pelo peso dos anos, a minha alma - que ninguém humanamente conseguirá dobrar se há-de apresentar a Deus na verticalidade que hei-de procurar que aconteça, com todos os falhanços da minha condição humana.

Digo tudo isto a pensar na juventude de Portugal onde estão os meus netos, que espero, possam encontrar tempos melhores quanto à ética humana, pelo respeito das diferenças e, sobretudo, que a partir delas se não engendrem jamais supostas igualdades sociológicas, impondo-as pelas artimanhas, desfazendo tradições arreigadas, quando elas deveriam merecer mais respeito.

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