terça-feira, 17 de setembro de 2013

Que nunca mais aconteça

  
 
Gravura publicada pelo Jornal  "O Domingo Ilustrado"
nº 24 - 28 de Junho de 1925
 
  
Portugal devia ter vergonha... mas não a tem tido.
Os homens que tomaram o poder após a Revolução de 74, despudoradamente,  nos anos de 1978, 1983 e 2011, viram-se obrigados a pedir ajuda externa, nos dois primeiros anos  por Mário Soares ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e em 2011 por José Sócrates  à "troika" formada por este Organismo, pelo BCE ( Banco Central Europeu) e CE (Comissão Europeia).
Ou seja, por três vezes em 39 anos, humílimos, embora mostrando - como a velha gravura sugere -  com toda a galhardia a histórica farda honrada onde se vê um galardão à volta do pescoço e a espada heroica que venceu grandes combates, Portugal, de chapéu na mão, em posição subalterna, colocado no fundo da escada, pede ajuda ao "patrão" internacional, gorducho e impante na sua economia de mercado.
É uma vergonha.
A "troika" aí está outra vez... mas que nunca mais aconteça.
Em 1978 o País estremeceu.
Em 1983, ficou a "pão e água"
Em 2011, repetimos a ementa anterior... mas para pior, porque a fome chegou a muitos lares.
Em 1984, Mário Soares - encalacrado como estava com o FMI - dizia aos portugueses:
"Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo" (JN, 28 de Abril) (...) "a única coisa a fazer é apertar o cinto". (DN de 27 de Maio).
E agora?
Com uma situação igual - senão pior - Mário Soares esqueceu o pedido de 1983, se atentarmos na revolta que lhe temos ouvido e lido, recentemente.
Que isto não se estranhe...
As "brancas" de memória acontece aos melhores!
Mas, que nunca mais aconteça.
Estas "brancas" e, sobretudo - isto é o mais importante - que nunca mais aconteça a cena já repetida três vezes.
Chega, para nossa vergonha!



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