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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O pelourinho dos nossos dias, um símbolo do poder municipal.

Pelourinho 
de Aguiar da Beira
Gravura publicada pela Revista "O Occidente" 
de 11 da Março de 1884


Os pelourinhos tal como os conhecemos implantados a partir do século XVI e em grande profusão no século imediato, ao contrário do que está enraizado na crença popular não foram, exclusivamente, locais de anúncio e exposição de criminosos onde eram proclamadas as penas por crimes cometidos - tendo até, em tempos recuados anteriores ao século XV sido utilizados não só para açoitar os malfeitores como locais onde os maiores criminosos eram executados.

Tal deixou de acontecer a partir do século XVI, passando desde então a simbolizar a liberdade dos municípios.

O facto de terem passado a serem assim considerados terá sido inspirado na lenda de Sileno, um dos deuses da mitologia grega, apresentado como um beberrão que quando estava bêbado adquiria o poder da profecia o que levou o rei Midas da Frígia a querer a todo o custo aprisioná-lol para aprender com ele, uma acção que levou Sileno a refugiar-se nas florestas da Frígia tentando escapar à prisão do rei.
Não tendo conseguido escapar depois de ter sido aprisionado por uns camponeses foi levado à sua presença, acrescentando a lenda que Sileno foi mandado e liberdade plena pelo rei Midas.

O pelourinho de Aguiar da Beira data do século XVI.
É como a gravura representa uma peça de notável grandeza escultórica, pertencendo pelo que anteriormente é dito à época em que estas colunas - ou padrões - eram representativas do poder municipalista.

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