sexta-feira, 7 de outubro de 2016

"Quem nasce torto"...


Sempre que posso faço que os meus passos matinais penetrem na mata de árvores seculares - e outras jovens, como a que aparece em primeiro plano na foto - para beber um ar mais rarefeito e, desse modo, dar aos pulmões alguma trégua das horas que são obrigados a viver pelas ruas da cidade.

Ontem, como é hábito fazer, associando o porte das árvores ao porte dos homens perante a vida, parei ao olhar a pequena árvore contorcida, embora com uma densa folhagem e fiquei a pensar que jamais terá o porte esbelto e robusto das suas vizinhas, como a foto documenta, porque houve desmazelo do jardineiro ao ter-lhe faltado no tempo devido com os apoios necessários para que ela crescesse sem as contorções que apresenta.

E não tardou que o meu pensamento associasse a esta árvore que cresce torcida, os homens a quem faltou nos princípios a educação e o aprumo que os ajudasse a ser verticais nas suas relações sociais, a começar pelo respeito que devem a si mesmos e aos outros e foi nesta cogitação simples - mas verdadeira - que fiz a foto que fica aqui como testemunho daquele momento.

E o rifão popular - quem nasce torto tarde ou nunca se endireita - surgiu ali e acompanhou-me em todo o dia...

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