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quinta-feira, 10 de abril de 2014

O engraxador


Engraxador
Captura de foto do Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa


De acordo com a ficha idetificadora a foto reporta-se ao ano de 1948 e fi seu autor o fotógrafo Pozal, Fernando Martinez (1899-1971) e como local uma rua de Lisboa, não declarada.

O engraxador foi uma figura típica dos bairros lisboetas que percorreu de caixa ao ombro, com a sapateira entalada no ombro nas suas deslocações para os lugares estratégicos de todos conhecidos.
A profissão - que o chegou a ser, até a ser exercida em lojas com alguma profusão - está, hoje, em vias de extinção, restando, apenas, os que na gíria popular bajulam os chefes e quejandos, baptizados por "engraxadores", por puxarem o "lustro" da lisonja fácil e desleal, na mira de atingirem inconfessáveis benesses.
Restam, pois, esses, que os simpáticos e antigos profissionais são uma raridade nas ruas de Lisboa.
Prestemos atenção aos versos de António Aleixo dedicados aos tais, que continuam e hão-de continuar a existir enquanto a sociedade não crescer um pouco mais na moral e na honra, coisas sérias da cidadania, que eles não se coíbem de ofender a qualquer passo.

São estes os "engraxadores" do poeta algarvio:

Engraxadores sem caixa
Há aos centos na cidade
Que só usam da tal graxa
Que envenena a sociedade.

        

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