sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Quem vai pagar o que vai faltar?

in, www.sapo.pt de 23 de Fevereiro de 2018
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Será que me fica mal perguntar: se não são os portugueses, na parte que lhe diz respeito, quem é que vai pagar a falta de verba que a Comunidade Europeia deixa de receber com o advento do "Brexit", ou seja, com o Reino Unido fora do cumprimento das suas responsabilidades?

Quem vai pagar o que vai faltar?
Fica mal a minha interrogação?

Se fica, peço desculpa... mas penso que há aqui "gato escondido com o rabo de fora", até porque, há Países que não concordam com esta nova carga contributiva.
Mas não foi na altura que antecedeu as últimas eleições parlamentares que António Costa disse que tínhamos um governo "submisso"?

E agora?
Acabou-se a submissão, ou bem comportados que somos, tendo até partido de António Costa a necessidade do pagamento de mais impostos à Europa, já não somos submissos, como - na acusação bem conhecida foi o governo anterior - que andou a tapar o buraco orçamental deixado nas contas públicas pelo Partido Socialista?

Luis de Camóes tinha razão: "Mudam-se os tempos"...

 Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades

 Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
 Muda-se o ser, muda-se a confiança:
 Todo o mundo é composto de mudança,
 Tomando sempre novas qualidades.

 Continuamente vemos novidades,
 Diferentes em tudo da esperança:
 Do mal ficam as mágoas na lembrança,
 E do bem (se algum houve) as saudades.

 O tempo cobre o chão de verde manto,
 Que já coberto foi de neve fria,
 E em mim converte em choro o doce canto.

 E afora este mudar-se cada dia,
 Outra mudança faz de mor espanto,
 Que não se muda já como soía.


Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

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