sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

"À Virgem Santíssima" - Um soneto de Antero de Quental


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Este soneto que Antero de Quental dedicou à Virgem é, possivelmente, dos mais eclesiais da Poesia Portuguesa - e dos mais lidos, comentados e discutidos - de toda a imensa obra poética do Poeta micaelense, das maiores de toda a Literatura Portuguesa de todos os tempos, de onde sobressai o sonetista em cuja linguagem há um perfeito sentido rítmico e, sempre, um agudo e expressivo poder de concisão, sem artifícios, porque nesta arte poética Antero de Quental exprimiu-se sempre de forma natural, dir-se-á, espontânea.

Não ignoro os problemas que o Poeta teve com a Igreja do seu tempo, mas porque ele, bem lá no fundo da sua alma tinha a semente recebida em menino do cristianismo que bebeu dos seus antecedentes, este soneto dedicado "À Virgem Santíssima" entra direito, profundo e místico no seu lado de amor a uma Nazarena com quem nunca conflituou e é, por isso, que os seus versos surgem puros e de uma beleza tal que são daqueles que se lêem, guardam e nos deixam a pensar no Mistério que acompanhou desde a sua concepção a vida de Maria de Nazaré.

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