sábado, 31 de março de 2018

Sábado Santo. Jesus repousa no túmulo.



Num dia, como o de hoje,
há 2018 anos, Jesus estava morto.

Havia sido piedosamente sepultado
por José de Arimateia,um homem rico de Judá
que exercia funções de magistratura 
no Sinédrio judaico,
e era um seguidor de Jesus às ocultas,
como já havia acontecido com Nicodemos,
porque a figura de Jesus impunha, naturalmente,
a realeza divina que trazia e fazia acontecer,
como o fez no drama do Calvário.

Naquele dia, porém, José de Arimateia
não temeu, naquela hora de trevas!
Resoluto, foi pedir a Pilatos o Corpo de Jesus,
mas sem suspeitar
que na noite que se ia seguir àquele dia,
conforme Jesus dissera, rressuscitaria!

Grande é este Mistério, e foi talvez, por isso,
que Gustav Thibon em obediência à metafísica
que fazia mergulhar a sua mente superior
no Ser Supremo, dentro da hierarquia dos seres, 
escreveu assim:

O mistério
não é um muro onde a inteligência esbarra,
mas um oceano onde ela mergulha.

Muitas vezes, dou comigo a pensar nesta frase
que no seu contexto mais fundo, se não for vista à luz
da sua raiz, pode parecer uma perplexidade,
mas não é, 
porque o homem não esbarra no mistério,
pela simples razão de viver mergulhado nele,
por ser ele mesmo causa e fim
desse mesmo mistério, 
que é a sua vida!

Senhor Jesus, neste dia, 
mas sobretudo, por aquilo
que fizeste acontecer, na noite do próximo dia,

 - o terceiro da Tua sepultura -

deixa que vá até ao fim,
mergulhado, bem dentro do meu próprio mistério.

E continue em cada dia a dar -Te graças
por não encontrar resposta,
senão a de saber, que Tu és em mim
a chave de tudo isto.

Não, Senhor,
eu não esbarro na Tua Providência
e não me pergunto por que vivo assim,
tão rente ao mundo, mas sentindo
que Tu vives mergulhado em mim.
e eu em Ti!

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