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sábado, 20 de junho de 2015

Uma página muito bela!





in, Diaporama de Lídia Clara Román com a devida vénia

Uma página tão bela que todo o comentário 
é absolutamente dispensável!



Antiga Freguesia de Santa Maria dos Olivais (Lisboa)


Era então "menino e moço" quando habitei um prédio bem perto do rossio da Freguesia que tinha o largo da Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais como um ponto de encontro de crentes ou não e, por isso, neste tempo em que a vida declina inexoravelmente, ao recordar o passado desta Freguesia - que foi enorme - deixo aqui, como testemunho, o tempo alegre que nela vivi.

Gravura, segundo se crê do século XIV

UMA LEITURA DA GRAVURA

A Igreja paroquial, bem visível na gravura, demonstra bem a ruralidade do povoado todo cercado de quintas, um facto que nos permite estabelecer as suas denominações entre os séculos XIX e XX, em resultado dos levantamentos topográficos que então foram feitos e de que é exemplo a carta de Caldeira Pires, de 1897. (1)

Temos, assim, que naquele tempo havia, entre outras: A Norte, a Quinta do Ferro, do Murtório, das Courelas, do Cabeço, do Candeeiro e do Conde dos Arcos. A Sul, a Quinta do Alho, da Conceição, do Rosal e o antigo lugar de S. Cornélio. A Nascente, a caminho da então chamada Portela de Sacavém, a Quinta da Chouriceira, da Fonte da Pipa e do Caldas. A Poente, o Caminho de Ferro (1856), incluindo a Estação dos Olivais, actual Gare do Oriente.

Na foto adivinha-se, a Sul da Igreja, o chamado Vale dos Olivais por onde corria a ribeira do mesmo nome que conduzia as suas águas a caminho do rio Tejo a partir desta velha povoação, da qual um registo de 1762 enumera entre as actividades dos seus habitantes: carpintaria, pesca, sapateiro, pedreiro, latoaria, entre outras. Perto do rio, vivia-se da pesca, extração do sal e dos transportes fluviais. Os locais eram servidos por um pequeno ancoradouro denominado Porto de Sousa. Na freguesia já se viam algumas indústrias de saboaria, olaria e curtumes. (2 )

Bem perto, atestado por este facto histórico, estavam, efectivamente, as águas do rio Tejo, que na gravura, formava uma ampla enseada nos locais de Sacavém e Beirolas  - beirolas do Tejo – e que ao tempo eram perfeitamente visíveis a partir da torre sineira da Igreja.

Foto actual da Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais.
Pelo seu aspecto volumétrico, a foto espelha fidedignamente, no mesmo plano,
a Igreja que se destaca na velha gravura.


BREVE HISTÓRIA  DA POVOAÇÃO 
E DA FREGUESIA


É de todo escassa a documentação que possa aferir com fidedignidade a origem desta povoação, não se conhecendo quando nem por quem foi fundada a povoação. As suas origens, são no entanto antigas e pensa-se que anteriores à civilização romana, da qual, de resto foram encontrados vestígios. 

Em 1944, ao proceder-se à abertura da estrada Olivais-Sacavém, foram encontradas algumas sepulturas romanas (cf. arquivo de Vieira da Silva, in Rev.  Municipal nº 21-22 de 1944). (3 )

Acresce a tudo isto, o facto histórico do município dos Olivais ter sido marcado desde a nascença por vários estigmas que lhe impediram o êxito. Um dos principais terá sido o facto de o nível económico e social da população se situar em pólos opostos. Outro reflexo expressivo de uma curta e atribulada existência é o facto de nunca ter sido estabelecida definitivamente a sua sede e os seus próprios Paços do Concelho se terem localizado em cinco lugares diferentes, mas nunca no povoado que lhe deu o nome (4 ) um facto que nos leva a concluir que os arquivos dos Paços do Concelho – se existiram, como é crível – foram extraviados com a integração da vila no concelho de Lisboa, em 1886.

Prédio do Largo do Leão onde esteve instalada a Câmara Municipal dos Olivais

A freguesia dos Olivais que chegou a ser a mais populosa de Lisboa, constituiu um núcleo aglutinador de uma população residente entregue, essencialmente, a tarefas rurais e cuja fundação no chamado Termo de Lisboa ocupou terras dos arrabaldes citadinos, para lá de Chelas, com a Marvila das mesquitas mouras na posse do Bispado desde 1149. (5 ) tendo sido edificada a Igreja – ao tempo chamada a Igreja da  Praça de que se ignora o ano exacto da sua construção – mas bem localizada no centro populacional, que só teve começo , segundo as hipóteses mais seguras, no século XVI. Foi uma elevação despovoada, rodeada de fazendas, algumas delas com habitação, excepção feita, apenas, para as instalações paroquiais, contíguas ao templo. (6 )

Tal como no tempo primitivo, de acordo o seguinte mapa que corresponde fielmente às construções existentes em redor da Igreja Paroquial, esta continua a ser  o centro físico e religioso dos agora designados Olivais-Velho.



No prosseguimento da erecção da paróquia, uma bula emitida em 1 de Junho de 1400 pelo Papa Bonifácio IX confirmava a existência da freguesia, justificada pela presença de gente em número já expressivo. Antes disso, encontram-se registos de propriedades agrícolas pertencentes a comunidades religiosas e a mouros. Foram encontrados vestígios de ocupação ainda mais remotos, quando em 1964 durante a construção da Av. Marechal Gomes da Costa as escavadoras colocaram a descoberto restos de povoação/necrópole neolítica (ossadas, cerâmicas, moedas e uma sepultura completa da época romana).(...) Mas Olivais Velho só começou a estruturar-se no século XVI com a construção das casas em redor da igreja matriz, nascendo assim o primeiro núcleo urbano da região, Santa Maria dos Olivais, habitada principalmente por agricultores. Estes trabalhavam nas propriedades dos arredores, pertencentes na maioria às comunidades religiosas. (...) (7 )

A partir do século XVII, a nobreza começa a instalar-se nos Olivais, cativada pelo clima e "bons ares", ocupando algumas quintas até então pertença dos religiosos. Multiplicam-se as casas de campo e as quintas, as quais se ligavam por azinhagas. )(8 )

Ao tempo, estas quintas eram conhecidas pelos nomes: Quinta do Pinheiro, Vale do Alcaide, Quinta de Cortes, Morgado dos Marcos, entre outras. Dessa época apenas sobram duas quintas que conservam apenas as suas casas originais: Quinta do Contador Mor – em Olivais-Sul, Rua Cidade de Lobito, onde existe, hoje, A Biblioteca Municipal dos Olivais, inaugurada em 15 de Junho de 1973, onde uma crença que ganhou raízes entre o povo se prende ao episódio de ali terem vivido os seus amores, Carlos da Maia e Maria Eduarda, o que teria levado Eça de Queirós a escrever as páginas correspondentes de “Os Maias” no palácio daquela quinta, um local que teve grande relevância aristocrática, na época.

Eça, foca assim este assunto: Daí a pouco rodava pela estrada dos Olivais. Já se acendera o gás. E inquieto, no estreito assento, acendendo nervosamente cigarettes que não fumava, sofria já a perturbação daquele encontro difícil e doloroso... (pp. 491-492);

A outra é a  Quinta da Fonte do Anjo, situada na actual Rua Cidade de Nova Lisboa. (9 )

Na época áurea das quintas dos fidalgos, em finais do séc. XVIII, a povoação hoje conhecida por Olivais Velho era uma verdadeira aldeia. O terramoto, apesar de não ter provocado danos consideráveis, fizera ruir a igreja matriz, reconstruida logo de seguida. Só o cruzeiro ficou intacto. Nas traseiras da igreja o Campo da Feira passou a Rossio, o qual nas suas imediações viu crescer o casario e os primeiros arruamentos: a Rua das Casas Novas, a Calçadinha dos Olivais e a Rua Nova. A comunidade organizava-se agora num pequeno burgo, já não subsistindo exclusivamente do campo. Um registo de 1762 enumera entre as actividades dos seus habitantes: carpintaria, pesca, sapateiro, pedreiro, latoaria, entre outras. Perto do rio, vivia-se da pesca, extracção do sal e dos transportes fluviais. Os locais eram servidos por um pequeno ancoradouro denominado Porto de Sousa. Na freguesia já se viam algumas indústrias de saboaria, olaria e curtumes.(10 )

Em 1832-34, com Revolução Liberal, a aristocracia dá lugar a uma ascendente burguesia próspera no comércio e indústria, extinguindo as ordens religiosas. Em 1863, o Estado aboliu os morgadios, as quintas foram sendo abandonadas pela aristocracia e tomadas por rendeiros ou adquiridas por industriais. A instalação do caminho de ferro Lisboa-Carregado em 1856, provocou uma alteração radical nos Olivais. 
Dava-se início à era da indústria. (11 )

A povoação graças à prosperidade que então conheceu foi escolhida para cabeça do concelho dos Olivais, por decreto  de 11 de Setembro de 1852, do que resultou  a extinção do Termo da cidade, cabendo-lhe  22 freguesias, a saber: Beato, Sacavém, Olivais, Talha, Vialonga, Fanhões, Lousa, Unhos, Frielas, Santo Estevão das Galés, Tojalinho, Tojal, Bucelas, Loures, Ameixoeira,  Póvoa, Apelação, Camarate, Charneca, Lumiar, Campo Grande e parte da freguesia de S. Jorge.

Mapa inserto no livro: A Antiga Freguesia dos Olivais, de Ralph Delgado,
correspondente à primitiva área da freguesia dos Olivais.

Ocupava, então, uma superfície de aproximadamente 223 km², abarcando locais como: Beato, Marvila, Chelas, Poço do Bispo, Matinha, Braço de Prata, Cabo Ruivo, os actuais Olivais Sul e Norte, Encarnação e Beirolas.

Em 1860 foi conferido à vila o seu brasão de armas.



Um escudo dividido em pala, tendo na primeira as armas de Portugal e a segunda dividida em dois quartéis. No superior, em campo azul, a Rainha Santa Isabel com o Rei D. Dinis à direita e o Infante D. Afonso à esquerda, com as três figuras em prata e com coroas e espadas de ouro. No inferior, em campo de ouro, duas oliveiras em sua cor. O escudo é encimado com a coroa real. Simbolizam as armas e paz negociadas por Santa Isabel entre seu marido e filho nos campos de Alvalade (12 ) um território que na época era parte integrante da sua área geográfica.


Em 1875, no conjunto das suas 22 freguesias, contavam-se 43 fábricas: cortiça, estamparia, barro, moagem de farinha, sabão, tecidos de algodão, tabaco, entre outras atividades desenvolvidas. Nos Olivais concentravam-se principalmente as fábricas de estamparia e de tinturaria de algodões. Em 1874 inaugurou-se a fábrica que viria a modificar a vida de Olivais Velho: a fábrica de estamparias de Francisco Alves Gouveia, instalada na Rua das Casas Novas. Três anos após o seu início de actividade já empregava mais de duzentos operários. Para estes, em 1882, Francisco Gouveia mandou construir um bairro operário com habitações de renda económica ao lado da fábrica.
Entretanto, o Concelho dos Olivais, dificilmente governável, teve a sua sede em cinco locais diferentes. Resistiu cerca de 30 anos, sendo extinto em 1886. (13 )


 ORIGEM DO CULTO DA IGREJA CATÓLICA
 NA VILA DOS OLIVAIS


A povoação dos Olivais teve origem em terras situadas para além dos limites do foral de Lisboa e doadas à cidade, em 1385 por D. João I, em recompensa de serviços prestados  à Nação e à Realeza (...) ( 14)

No ano de 1394, uma bula do Papa Bonifácio IX, elevou a cidade de Lisboa de simples bispado à condição de arcebispado, tendo sido o seu primeiro arcebispo, D. João Anes, que veio a falecer  em 3 de Maio de 1402. (15 )
A ele se deve a criação da freguesia em 6 de Maio de 1397, que veio a ser confirmada pelo Papa Bonifácio IX, pela Bula de 1 de Junho de 1400. (16 )

Não se conhece a data exacta do nascimento de João Anes.
Julga-se que teria nascido em Tomar, segundo algumas fontes, mas dando-o outras fontes natural de Lisboa, como assevera o Padre António Carvalho da Costa, ao dar notícia deste eminente Prelado, quando fala da Sé de Lisboa num livro que dedicou à corografia de Portugal e de que vamos dar conta nesta pequena biografia.

Sucedeu a D. Martinho de Zamora, um prelado castelhano que exerceu funções pastorais em Portugal e que foi barbaramente assassinado em 1383 pelo povoléu em fúria que o lançou do alto da Sé para o terreiro, desconfiado, no tempo o Papado se transferira para Avinhão (1309-1377) dele se conluiar com movimentos antipapais, a que acrescia, ainda, o facto de ser castelhano.

Foi, desse modo bárbaro e inusitado – de que mais tarde seria apresentado um pedido de desculpa ao Papa pelo sacrilégio cometido, que D. João Anes foi nomeado com a dita de ter sido o primeiro Arcebispo de Lisboa, mercê de uma Bula do Papa Bonifácio IX (1389-1404) de 1394, que elevou a cidade de Lisboa de bispado à condição de arcebispado, tendo ficado com o cargo de metropolita das Dioceses de Lamego, Guarda e Silves.

Deve-se-lhe o empenhamento na criação da Paróquia de Santa Maria dos Olivais em 6 de Maio de 1397 e que viria a ser sancionada pelo Papa em 1401.

Homem muito considerado no paço do rei D. Afonso IV (1291-1357), mormente nos tempos de sua segunda esposa, a espanhola D.  Beatriz (ou Brites, como ficou conhecida) filha de D. Afonso X de Castela, O Sábio.
Atravessado o interregno histórico, em meados do século XIV, D. João Anes, foi constituído tesoureiro das capelas que a Rainha D. Brites beneficiara na Sé de Lisboa, donde se infere toda a estima que continuava a merecer na corte, mesmo depois, no tempo de D. João I (1385-1433).

Deste facto dá-nos conta Júlio de Castilho no vol. VI “Lisboa Antiga” dedicado à Sé de Lisboa, ao relatar na pág, 24 (2º edição – 1936) uma incumbência que  João Anes tinha recebido e que nos é apresentada do seguinte modo:
Em tempo de el-Rei D. João I, o tesoureiro das capelas (da Sé) da rainha D. Brites, João Anes, representou ao mesmo rei, que depois de falecer el-Rei D. Afonso IV, a sua viúva lhe entregara, a ele João Anes, dois panos para haverem de ser por ele colocados em cima dos dois moimentos nas grande festas do ano, e depois tirados e guardados. (...)

Tratava-se, de certeza de dois panos riquíssimos postos à guarda de João Anes, tendo feito, a viúva de d: Afonso IV, deste gesto simples, mas cerimonial, um motivo da alta consideração que lhe merecia João Anes, o futuro arcebispo de Lisboa e a quem os Olivais ficam devendo a erecção da sua Paróquia.

Sobre João Anes, existe uma descrição no Livro “Corografia Portuguesa” da autoria do Padre António Carvalho da Costa, Tomo III – pág. 241 e 242, expressa do seguinte modo, com a grafia actual: No tempo del-Rei D. João o Primeiro foi (a Sé de Lisboa) feita Metropolitana, e foi o seu primeiro Arcebispo D. João (Anes) pelos anos de l390. Foi este Prelado por seu valor chamado o Cavaleiro, e foi natural desta Cidade, nascido de pais nobres, e varão insigne nas divinas e humanas letras; está sepultado na sua Catedral, na Capela de S. Sebastião, numa arca de pedra, que sustentam dois meios leões, metida na parede, com seu escudo com as Armas dos Sás e Castelos-Brancos, com este epitáfio: Aqui jaz D. João primeiro Arcebispo de Lisboa, passou a 30 da Maio, era de 1440. Governou esta Igreja 18 anos e dez meses, sendo Sumo Pontífice Urbano VI e Bonifácio IX. Rei de Portugal D. João Primeiro da Boa Memoria.


A FREGUESIA NO CHAMADO "TERMO DE LISBOA"

A designação “termo de Lisboa”, passou a ser conhecido por “fora de portas”, ou seja, por abranger povoações distantes do termo da cidade, tendo-lhe então sucedido o termo “fora de portas”, conforme o seguinte mapa:

Povoações “Fora de Portas” em 1495
 

O Termo de Lisboa depois do redimensionamento de 1495 (Pub. por Maria Teresa Campos Rodrigues, Aspectos da Administração Municipal de Lisboa no Século XV, Separata da Revista Municipal nº 101 e 109, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 1968, p. 25)


Segundo se crê, na localidade, a primeira ordem religiosa a instalar-se foram os frades arrábidos que fundaram o convento de S. Cornélio em 1674 na Quinta da Nossa Senhora da Estrela e de S. João. (... ) O cemitério dos Olivais que veio a ocupar parte do local onde existiu este antigo Convento, implantou-se sobre as suas ruínas, do qual apenas restava parte da fachada principal, onde se destacava, pelo seu valor histórico, o Pórtico de entrada. (17 )

Sendo inviável pelo desenho urbano proposto a manutenção do Pórtico do Convento na sua localização original, o mesmo foi desmontado e guardado no interior do Cemitério. Concluída a requalificação urbana, a Divisão de Gestão Cemiterial, do Departamento de Ambiente e Espaços Verdes, está a proceder à sua remontagem, em lugar próximo ao original, restaurando deste modo a dignidade perdida e preservando a memória colectiva.

O culto à Virgem, segundo uma lenda existente nesta localidade nos últimos anos do século XIV, falava da aparição da virgem no tronco oco de uma oliveira. Por isso o templo lhe foi dedicado e para o futuro ficou Santa Maria dos Olivais, a igreja e a freguesia. Durante 300 anos, esse tronco foi guardado como relíquia no altar até desaparecer em 1700.(18 )

A Igreja matriz é, segundo se crê, uma construção que sucedeu a uma antiga Igreja, possivelmente construída no decorrer do século XIV.

A actual já existia em 1420, pois nesta data foi doada pelo então prior da freguesia aos cónegos de São João Evangelista de Portugal e afirma-se no Santuário Mariano (vol. 1, pág. 429) que já então era a paróquia mais antiga que se sabe, a qual teria tido até ali muitos priores antes deste.
Os cónegos ali residiram até à altura em que, não se sabendo porquê, o prior da freguesia se arrependeu da doação e os expulsou do local. (19 )

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(1)  - in, Plano de Remodelação de Olivais Velho (C.M.L. – G.T.H. – Julho 1967

(2) - http://www.spacioshopping.pt/cultura/

(3)  - in, Plano de Remodelação de Olivais Velho (C.M.L. – G.T.H. – Julho 1967

(4)  - in, http://www.jfsmo.pt/conteudos/artigo.asp?a=93&z=1&n=

(5)  - in, História Eclesiástica da Igreja de Lisboa, de D. Rodrigo da Cunha, p. 69 – conforme citação (pág. 15) do livro: “A Antiga Freguesia dos Olivais” de Ralph Delgado - 1969

(6)  - in, livro : “A Antiga Freguesia dos Olivais” de Ralph Delgado – 1969, pág. 39.

(7) - http://www.spacioshopping.pt/cultura/

(8)  . idem, ibidem.

(9) - in, http://www.igogo.pt/quinta-da-fonte-do-anjo. É uma construção da época pombalina integrada num complexo rústico constituído por diversas dependências organizadas em torno de um pátio. A fachada data de 1762 e no interior conservam-se tectos em macieira, lambrins de azulejos do século XVIII e algumas pinturas nas paredes e, numa das salas, no pavimento. A capela possui um revestimento azulejar com cenas da vida da Virgem. O tecto, em abóbada, é trabalhado em estuque e o altar é marmoreado.

(10)  - http://www.spacioshopping.pt/cultura

(11)  - idem, ibidem

(12)]  - in, Plano de Remodelação de Olivais Velho (C.M.L. – G.T.H. – Julho 1967)

(13)  - http://www.spacioshopping.pt/cultura

(14)  - in, livro : “A Antiga Freguesia dos Olivais” de Ralph Delgado – 1969, pág. 15.

(15)  - http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Anes_(arcebispo)

(16)  - in, , livro : “A Antiga Freguesia dos Olivais” de Ralph Delgado – 1969, pág. 15, que cita: Vaticano, Regesta Lateranensia, vol. 80, fls. 155V/157 (pesquisa do P. Antóno Brásio)

(17)  - http://newsletters.cm-lisboa.pt/Search/ver.php?msg_id=150

(18)  - idem, ibidem.

(19)  - in, Plano de Remodelação de Olivais Velho (C.M.L. – G.T.H. – Julho 1967)



Posso perguntar?




A pergunta é simples.

Quando é que em Portugal se inverte o ´"ónus da prova"?



Quando é que nos entendemos na pluralidade desejável?


Gravura publicada pelo jornal já extinto 
"O Zé" e3 14 de Maio de1912

Um breve "Intróito" histórico a esta gravura  exemplar. 

Numa paródia ao célebre quadro de Malhoa "O Fado" que havia sido apresentado no Porto em Janeiro de 2012, o caricaturista representa a bem conhecida mulher da Mouraria de então, conhecida por "Adelaide da Facada" como se fosse a Pátria a ouvir, deleitada o também conhecido guitarrista rufião e desordeiro "Amâncio" como se ele retratasse o chefe do clã republicano, entretido a dar "música celestial" a um povo que queriam ver, num ápice, republicano.

Em 2012  vivia-se então o sonho republicano de "pão a pataco" e do ataque à Igreja com que os republicanos do tempo com os tais do "cantos ao fado" - como parte do povo monárquico os apelidava - tentavam fazer feliz o povo que a todo o custo queriam do seu lado para ser esquecido o bárbaro assassinato do Rei e do Príncipe.

Assim, contra uma manifestação dos católicos no dia 1 de Janeiro de 2012, no dia 14 são desterrados os Bispos de Coimbra e Viseu, tendo havido no mesmo dia uma manifestação anticlerical promovida pela "Associação do Registo Civil" em cujas bandeiras se lia: "Sem Deus nem Religião" encabeçada por Magalhães LIma e a 31 do mesmo mês são presas 700 pessoas e censurados todos os jornais monárquicos.

No mês seguinte, a 12 são desterrados os Bispos de Braga, Portalegre e Lamego e todo o resto do ano é consumido nestas andanças, com o Parlamento entretido em remodelações - sempre a bem da República - até ela dar, como deu, com "burrinhos na água".

Tudo isto - e tudo o resto que foi muito e bárbaro com a Maçonaria a comandar o navio desgovernado da I República - foi feito a coberto do lema "ética republicana" que ainda hoje tem seguidores, como se sabe.



Mas vamos ao dia de hoje e ao mesmo Parlamento e àquilo que se passou na última sessão da actual legislatura, ontem, dia 19 de Junho de 2015.

A esquerda socialista - não a outra - mas esta que se diz herdeira de um republicanismo que já passou de moda, menos naqueles que ainda enchem a boca com a tal ética republicana, um aforismo falacioso, entreteve-se a cantarolar "cantos ao fado" a uma Pátria que desesperadamente tenta equilibrar-se dos desmandos de que têm abundantes culpas e, que se saiba, passaram quatro anos desde 2011 - e da parte deles - que obrigaram Portugal a ajoelhar aos pés dos credores internacionais, nem uma só ajuda, mas só um "deita abaixo" matematicamente conduzido.

Se isto é "ética republicana", estamos conversados, porquanto foi ela que deitou abaixo a I República.

Creiam os tais da "ética republicana" que ou ajudam os seus parceiros a mudar de tom - ou seja, a acabar de vez com os "cantos ao fado" que de tão arrastados, o embrulho que fazem numa demagogia calculista e acirradamente partidária, já há muito tempo deixaram de encantar os que se põem a pensar que é preciso modernizar a política portuguesa, sobretudo neste tempo em que as ideologias morreram, dando lugar a "cartilhas" mais abertas à modernidade de uma Democracia adulta e responsável, respeitadora da História sócio-cultural do povo que somos.

Um apelo: Entendam-se, PS,PSD e CDS. 

Formem um bloco, quando tal for necessário, e salvem Portugal e que a "ética republicana" de uns tantos que emperram o caminho - não só dentro do PS - ceda de uma vez para sempre à ética dos valores que tornaram Portugal independente.

Pena é, que estejam à porta novas eleições legislativas e este potencial e desejável entendimento político pós-eleitoral não se veja possível, mas ao menos, que as diferenças, calculadamente sobrevalorizadas e azedas da campanha eleitoral não fecham a porta a diálogos parlamentares construtivos como nestes últimos quatro anos assistimos.

E valha a verdade, PS, PSD e CDS, nenhum deles está isento, muito embora se saiba o modo como o PS, conduziu arrogantemente o seu desempenho parlamentar, como se nada tivesse a ver com a pré-bancarrota a que estivemos sujeitos e de que não estamos totalmente livres do mesmo não voltar a acontecer.

Por favor, que a paródia que o caricaturista do Jornal "O Zé" fez com base no quadro autêntico "O Fado" não sirva para darem ao povo mais "cantos ao fado" - e neste particular, entram PS, PSD e CDS -  e, portanto, que este hábito endémico da nossa incultura política ceda a vez à modernidade da palavra viva - como deve ser - mas não da que parece estar viva e nasce morta... e torta, porque nada diz que não sejam "cantos ao fado"!

Quando é que nos entendemos na pluralidade desejável?

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Uma definição de Fé, segundo Camilo Castelo Branco,



Camilo Castelo Branco (1825-1890)


"Horas de Paz" é uma obra escrita em dois volumes onde o grande escritor compilou alguns escritos que há mais de dez anos, o autor publicou em dois jornais religiosos, como ele diz no "Prefácio". Tendo este a data de 1865, quer dizer, que estes escritos surgiram quando ele tinha 30 anos.

Mas com apenas 25 anos já tinha sustentado uma polémica com Alexandre Herculano em defesa do clero que ele verberava no folheto "A Questão. Eu e o Clero" a que Camilo respondeu com "O Clero e o Sr. Alexandre Herculano", não poupando o anticlericalismo daquele que veio a ser um grande historiador.
Aconteceu isto no tempo em que frequentava o Seminário Episcopal do Porto, que abandonou em 1852.

É com a luz recebida no Seminário, passada que estava uma juventude atribulada que em 1855 aparecem os escritos religiosos de que ele nos fala e do seguinte modo no início do Cap. IX - FÉ -  1º volume do Livro "Horas de Paz:


Eu elevei a razão humana a um grau de pureza tal, que, reputando-a assim sublime, na generalidade dos homens, basta esse atributo para estabelecer a harmonia entre o Criador e a criatura.
Mas uma coisa é a razão alumiada pelo facho da consciência, e outra é a razão, que repugna ser avaliada. Perdido o equilíbrio entre uma e outra, isto é, confundidas as noções do bem e do mal, do crime e da virtude, a razão desce do trono em que a coloquei, e depõe a sua  coroa no altar das paixões desordenadas. (...)
Livre com os seus instintos, e criador de novas impressões, em cada dia, o incrédulo vai de desengano em desengano, parar no extremo da morte, sem que a sua razão, orgulhosa e independente lhe sustenha um passo, de cuja suspensão dependa o retardamento dessa hora final.
Não assim o cristão, que se deleita no delicioso éden que a sua razão lhe marca dentro dos limites da fé. 
A fé é  a visão celeste do que é invisível na Terra. É o raio de luz que se projecta da centelha do espírito religioso, e vai perder-se no seio dessa mansão luminosa, onde se firma o trono do Senhor do Céu e da Terra.


É sabido que Camilo Castelo Branco na década 50-60 fez que a sua vida tumultuosa com Ana Plácido assim fosse até a sua morte com todos os percalços familiares, tendo de permeio a glória de fulgurantes glórias literárias que as suas páginas mereceram, mas o que importa reter é que, a meio da vida, o Livro "Horas de Paz" constituiu uma paragem da "máquina desgovernada" que ele foi - com começo aos 16 anos - e depois, aos 30 anos, quando a sua musa, Ana Plácido e enfeitiçou, acabando, ele mesmo, com uma relação muito complicada para com a Igreja que defendeu na sua juventude.

Mas isto não impede de mantermos válida a sua definição de fé, não se sabe se inspirada na definição bíblica que lhe deu o Apóstolo S. Paulo "A fé, é, pois, a realidade das coisas que esperamos e a prova das que não vemos" (Heb 11, 1) ou se, ela foi o testemunho que ele quis deixar  como prova de não ter sido em vão a sua passagem pelo Seminário do Porto.


"António Costa manifestou-se amigo do Tsipras" - disse-o Mário Soares.




«O maior acontecimento político da semana que passou, no sentido da União Europeia, foi a vitória de Tsipras na Grécia, e o fracasso da Senhora Merkel quando quis, em vão, dominar Tsipras. (...) Quer isto dizer que a longa crise europeia está a passar e Portugal, devido ao seu governo e ao seu aliado, o Presidente da República, Cavaco Silva, não passam da cepa torta e estão no fim, como a grande maioria dos portugueses já percebeu e deseja.
Pelo contrário, o líder socialista, António Costa, manifestou-se como amigo de Tsipras. Ou seja, tudo muda na União Europeia para melhor e as políticas de austeridade, queria o governo português ou não, deixaram de ter sentido. A crise da União Europeia está a acabar.»
Mário Soares, no Diário de Notícias (3 de Fevereiro de 2015)

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Em Fevereiro de 2015 era um sonho...
Hoje é um pesadelo!
No entanto, o culpado deste texto laudatório não é Mário Soares, cujo percalço foi ter ido na corrente de uma maré gloriosa, que assim pareceu a António Costa, como então foi noticiado, logo após a vitória do Syriza:


in, Expresso.sapo.pt, de 25 de Janeiro de 2015


Afinal não havia uma maré gloriosa - este designativo é meu - e perece-me legítima quando penso na euforia daquele tempo, que em relação ao PS pela voz de António Costa me pareceu uma "asneirada", porque, afinal, o que havia era uma maré de sargaços, que devia ter sido prevista - em primeiro lugar pelo povo grego que se deixou embalar em "cantos de sereia", como se tivesse regredido aos tempos da sua velha "Mitologia" - e em segundo lugar, por partidos responsáveis como devia ser o Partido Socialista português.

Espero para bem de todos nós - portugueses - que António Costa e Mário Soares tenham aprendido a lição: o primeiro porque foi atrás do Syriza e o segundo porque foi atrás do primeiro, pintando como tem sido seu costume - e não o devia ser para bem da sua própria memória política - "cobras e lagartos" contra o Governo da Nação e Presidente da República.

Afinal - como se esperava - enganaram-se os dois!
Coisas que acontecem.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Um aniversário muito especial.




O meu Nome:
     CONFUNDE-SE COM O TEU!
O meu Endereço:
     O MEU CORAÇÃO!
A minha Idade:
     O RESTO DA VIDA PARA TE QUERER BEM!
A data do meu nascimento:
     O DIA EM QUE TE CONHECI!
A minha Estrada:
     É A TUA!
A minha Sorte:
     TER-TE CONHECIDO!
A minha Luz:
     A LUZ DOS TEUS OLHOS!
O meu Desespero:
     FICAR LONGE DE TI!
A minha Vontade:
     NUNCA SAIR DO TEU LADO!
O meu Pensamento:
     CHEGAR ATÉ ONDE CHEGA O TEU!
O meu melhor aroma:
     O TEU!
A minha melhor música:
     A TUA VOZ!
O meu melhor desejo:
     A TUA FELICIDADE!
A minha morte:
     SE A MORTE TE LEVAR ANTES DE MIM!
Um nome que muito aprecio:
     O TEU!
A minha melhor recordação:
     O TEU SORRISO!
A minha maior  tristeza:
     NÃO TE VER FELIZ!
Um carinho:
     NÃO ME ESQUECER DAQUILO QUE ÉS!
Uma Verdade:
     A TUA HONESTIDADE!
Uma Realidade:
     SÓ SABER VIVER CONTIGO!
Um Desejo:
     VER-TE SEMPRE COMO A PESSOA QUE ÉS!
O Maior Desgosto:
     PERDER-TE!




A imagem do Livro não é verdadeira... mas aparece assim, propositadamente, a começar pelas folhas brancas... quando, afinal, estão quase todas escritas... mas, aparece assim, porque escondem uma história, que só um dia, no devir dos tempos e em plenitude será conhecida.

Por agora, aparece assim...

E olhando-o até parece que está a meio o LIVRO DA VIDA comum que Deus nos deu, mas a realidade inelutável dos dias já coloca a nossa jornada a uma certa distância, para lá do meio, que não pode ser esquecida.

Sabemos isso!
No entanto, a imagem aparece deste modo pelo motivo que tendo sido tudo tão bom, era desejável que o meio da jornada fosse uma verdade... mas não é!

Mas tudo agradeço a Deus pelo dom do Encontro e por todo o Caminho percorrido, que logo de início e como a imagem sugere, partimos colhendo algumas flores.

Depois, seguimos o caminho levando connosco o verde da esperança, tendo encontrado pelo meio a água límpida - que tivemos o cuidado de não conspurcar - e a subida continuou sempre com os nossos destinos mergulhados nos verdes mais ou menos densos da Esperança e tem sido com ela bem firme, que temos subido a Montanha com Deus por Companheiro e com Ele sempre presente, como nos ajuda a entendê-l'O este belo trecho musical de Roberto Carlos:


E como Roberto Carlos num dado passo canta, nós também cantamos, agradecendo:
  • Obrigado, Senhor por mais um dia!

Sabedoria do Mundo - A vida é feita de caminhos!




A vida é feita de caminhos!


A vida é feita de caminhos...
caminhos que levam, caminhos que trazem sonhos, alegrias,
tristezas, amores, esperanças.

De qualquer forma, nada vem ou vai sem caminho.
O caminho é parte integrante de nossas vidas.
Antes mesmo da concepção, já buscávamos percorrer caminhos.
Nossos primeiros passos foram treinados...
e aperfeiçoados para conquistar caminhos.

Alguns fazem bom proveito do caminho...
outros se perdem pelo caminho.
Uns tiveram tudo para caminhar...
outros muitas dificuldades para chegar.
Mas todos fomos feitos para abrir caminhos,
romper barreiras, ultrapassar limites e vencer.

Um dia, deixaremos de ser parte do caminho...
e chegaremos ao ponto final.
Deus, na sua infinita misericórdia,
não nos abandonaria num deserto de incertezas.
Não nos deixaria à beira do caminho,
condenando-nos a um fim sem propósitos.

Ele nos preparou um caminho que nos levará de volta para casa...
Eu Sou... O Caminho... A Verdade... e a Vida...
Foi  Ele que o disse!

Autor Desconhecido



Um dia, deixaremos de ser parte do caminho... ou seja, havemos de deixar por virar no Livro da Vida a página - que ainda apresenta a marca dos nossos dedos a reflectir o desejo de a lermos - só que, sem que déssemos por isso, chegámos ao ponto final e falhos de força - ainda que não faltasse a vontade - já não fomos capazes de virar a página.

E então que o "Autor Desconhecido", sabiamente, neste ponto inelutável do caminho entra no domínio da escatologia para lembrar aos mais distraídos que Deus nos preparou um caminho que nos levará de volta para casa, e isto faz-nos lembrar que são efémeros todos os caminhos da vida.

De facto, verdadeiramente, um só é o Caminho... aquele de onde viemos sem nada e onde havemos de regressar sem o mesmo nada de bens materiais, mas porque nos cumpre encher de bens humanos todos os caminhos por onde passamos, nunca será em vão o nosso regresso sem nada...

terça-feira, 16 de junho de 2015

O "vil metal"


O "vil metal" aforismo que costuma dar-se ao dinheiro (moedas ou notas) teve a sua génese nas trocas directas de bens - o escambo -  que perdurou por vários séculos.

Citam-se dois exemplos o nome de - "salário" - deriva da troca do sal - "pecúnio" -  de "pecus", troca de gado.

Julga-se que as primeiras moedas apareceram na Lídia (actual Turquia) no século VII a.C., as quais com as dificuldades na sua guarda e transporte deram lugar à moeda-papel, havendo quem associe o seu aparecimento a Marco Polo numa das suas viagens até à China, julgando-se que as primeiras emissões aparecerem na Suécia em 1661.

Este intróito breve - e possivelmente impreciso - serve para a apresentação do papel-moeda português do qual se representam várias imagens através das quais podemos avaliar quão ricas eram as "notas" que circularam entre nós, pela arte gráfica a que se aliava- em muitas delas - o cunho histórico das figuras representadas.



Notas Modernas

1940

1951



1978

1960

1964



1930





















Notas Antigas

10.000 reis de 1799 (reinado de D. Maria II

500 reis (1904)

500 reis (1904)

1910

1909

Dez mil reis (1904)


1917

1925

1922

1922

1918

1920

1920

1925

1925

1920

1925

1922